Especialistas planejam defesa planetária contra um asteróide


É bastante pequeno - as últimas observações indicam que mede cerca de 270 metros -, mas o asteróide Apofis poderia causar uma catástrofe de grandes proporções e conseguiu galvanizar os esforços de cientistas e engenheiros de muitos países para defender a Terra das ameaças que vêm do espaço.

Ouvindo-os no Congresso de Defesa Planetária, que reuniu 180 deles em Granada (sul da Espanha), pode parecer que se preparam para uma guerra: falam de ameaças, de que há muitos inimigos lá fora e da necessidade de que os seres humanos tomem consciência do risco constante a que estão submetidos.

Mas basicamente demonstram o nascimento e rápido desenvolvimento de uma nova área de pesquisa, especialmente adequada para a cooperação internacional, que busca seu lugar entre as ciências espaciais. O astronauta espanhol Pedro Duque diz claramente: "É uma nova era; o risco é real e agora é mensurável, e temos a tecnologia para detectá-lo e tentar evitar suas consequências".

O Apofis, descoberto em 2004, se aproximará muito da Terra daqui a 20 anos, em 13 de abril de 2029, mas por enquanto o risco de impacto dessa aproximação é nulo. No entanto, como passará na altura da órbita geoestacionária (36 mil km, menos de um décimo da distância da Lua), teme-se que a perturbação gravitacional o situe então em rota de colisão com nosso planeta em 13 de abril de 2036.

A probabilidade de colisão é de 1 para 45 mil e há muitos fatores pouco conhecidos para se afirmar alguma coisa, mas mesmo que passe ao largo em 2036, como seguramente o fará, o Apofis já é o asteroide mais acompanhado e estudado da história, o catalisador de esforços internacionais sem precedentes para se enfrentar as ameaças espaciais.

A pedido do Congresso dos EUA, a Nasa tentou detectar os asteroides potencialmente perigosos (que se aproximam da Terra) de mais de um quilômetro de diâmetro, e após dez anos dá o trabalho praticamente por terminado. Agora os especialistas indicam que chega a hora de detectar os maiores de 140 metros, que, como o Apofis (único dos mais de mil asteroides potencialmente perigosos detectados que apresentam um risco apreciável de impacto), também podem causar muito dano.

No entanto, Don Yeomans, encarregado da questão na Nasa, explica que há pouco dinheiro para fazer isso e que é necessária a cooperação internacional. São da mesma opinião o astrofísico Rafael Rodrigo, presidente do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), e Jean-Michel Contant, da Academia Internacional de Astronáutica, também presentes no congresso.

O Apofis está hoje perto demais do Sol para ser observado. Segundo Jon Giorgini, do Laboratório de Propulsão a Jato, as observações ópticas poderão ser retomadas no final de 2010 e as de radar em 2013, mas é muito possível que não se consiga saber a probabilidade de impacto para 2036 até que chegue 2029, quando o asteroide será visível da Terra sem instrumentos. Então se conhecerá sua massa, sua velocidade de rotação, sua forma e suas características técnicas, e será possível avaliar a influência em sua trajetória de sua passagem pela Terra. Resta muito tempo, e mudanças físicas muito pequenas podem produzir mudanças muito grandes no mundo, lembra Giorgini.

Prever aproximações perigosas como a do Apofis é só o primeiro passo. Os especialistas indicam a necessidade de ter missões espaciais preparadas para tentar desviar os asteroides. Estão divididos sobre a conveniência de se utilizar a energia nuclear, mas é uma opção.

"Há três tipos de missões possíveis, sempre para empurrar o asteroide e desviá-lo, e não para destruí-lo, o que seria ainda pior", explica Duque. São uma explosão nuclear próxima, um veículo que o empurre (trator gravitacional) e um impacto direto. Desse último tipo é o Projeto Don Quijote da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês), ainda sem financiamento.

Na Deimos, a empresa espanhola que concebeu o Don Quijote, o estão adaptando para mandar um orbitador a Apofis, uma sonda que se aproximará e será colocada em órbita dele para conhecer melhor sua trajetória e outras características. "Poderia sair em 2015 e chegar em 2017, explica o responsável, Juan Luis Cano. Se a ESA aprovar a missão, seria de demonstração tecnológica mais que científica e deveria ter um custo baixo. Por enquanto não flui o dinheiro que os especialistas espaciais consideram necessário, mas esperam que na medida em que o Apofis se aproximar aumente a consciência social e política e se possam fazer inclusive missões de demonstração a outros asteroides não perigosos.

O ruim é que seja tarde demais. Também para isso se preparam os cientistas. Calculam as consequências dos impactos de asteroides de diversos tamanhos e concluem que mesmo um pequeno (entre 30 e 50 m de diâmetro, como o de Tunguska, na Sibéria) poderia destruir uma cidade, mas que se algum de tamanho maior cair no oceano o tsunâmi resultante teria consequências muito piores.

fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/04/30/ult581u3205.jhtm

Novas descobertas questionam extinção dos dinossauros


O impacto de um grande asteróide ocorrido há 65 milhões de anos era a teoria que melhor explicava a extinção em massa dos dinossauros. No entanto, descobertas recentes no local do impacto mostram que o choque do objeto ocorreu antes do desaparecimento das espécies e pode significar uma mudança na teoria atual.

A cratera deixada pelo impacto, batizada de Chicxulub, mede aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro e foi descoberta em 1978 ao norte de Yucatán, no Golfo México. Assim que os especialistas descobriram traços do impacto logo abaixo da camada geológica correspondente ao período cretáceo-terciário, chamado período K-T, identificaram o local como o do possível choque responsável pela extinção em massa ocorrido neste período.


Novo Estudo

No entanto, diversos cientistas questionam essa interpretação. De acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira pelo periódico Journal of the Geological Society, o impacto de Chicxulub não ocorreu no período K-T, mas pelo menos 300 mil anos antes. A conclusão é de um grupo de pesquisadores liderados por Gerta Keller, da universidade de Princeton e seu colega Thierry Adatte, da universidade de Lausanne, na Suíça.

De acordo com Richard Lane, da Fundação Nacional de Ciência, NSF, dos EUA, Keller e seus colegas continuam a acumular dados que permitirão uma nova reflexão sobre a extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Os dados coletados até agora mostram que a grande extinção pode não estar ligada ao impacto do asteróide.

Os estudos feitos próximos à localidade de El Penon mostram que entre quatro e nove metros de sedimentos foram depositados à razão de dois a três centímetros a cada mil anos após o impacto. Segundo Keller, o nível da extinção se localiza somente nos sedimentos acima desse intervalo, indicando que os dois eventos não ocorreram próximos no tempo.


Teoria Atual

Os defensores da teoria atual sugerem que a cratera e a extinção em massa não aparecem nos mesmos registros sedimentários devido aos terremotos e tsunamis que provavelmente ocorreram após o impacto, mas a tese é refutada por Keller. "O problema com essa interpretação é que o complexo do arenito estudado não foi depositado algumas horas ou meses após o impacto, mas durante um longo período de tempo", explicou a cientista.

O estudo também constatou que os sedimentos que separam os dois eventos têm características normais de sedimentação, com túneis criados por criaturas que habitam leito do oceano, erosão e transporte de sedimentos, mas nenhuma evidência de perturbação da estrutura sedimentar. Além disso, os cientistas também encontraram evidências de que o evento de Chicxulub não teve o impacto na biodiversidade como sugerido até agora.

Na localidade de El Penon, por exemplo, os pesquisadores encontraram 52 espécies presentes nos sedimentos abaixo da camada do impacto e contaram as mesmas 52 espécies nas camadas superiores. "Descobrimos que nenhuma espécie foi extinta como resultado do choque", disse Keller.


Erupções Vulcânicas

No entender de Keller a conclusão não deve provocar grandes surpresas. "Afinal, nenhuma outra extinção em massa está associada a um impacto, além disso, não se conhece nenhuma outra cratera gigante que pode ter provocado uma grande extinção".

Descartando a possibilidade do impacto de Chicxulub ter provocado a extinção dos dinossauros, Keller acredita que o evento tenha sido provocado por violentas erupções vulcânicas ocorridas em Deccan Traps, na Índia, que liberaram grandes quantidades de poeira e gases que bloquearam a luz e amplificaram significativamente o efeito estufa.

Fonte: http://www.apolo11.com/destaque.php

Clonagem humana em curso?


Londres, BR Press- Especializado em reprodução humana, o Dr. Panayiotis Zavos se deixou filmar realizando o que assume ser a primeira clonagem de seres humanos. O vídeo e os detalhes da experiência foram veiculados nesta quarta (22/04), pelo jornal inglês The Independent.

Onze dos 14 clones foram injetados em úteros de mulheres que esperavam ansiosamente por uma gravidez que não chegou a se viabilizar. Mas além de quebrar um tabu universal, Panayiotis Zavos desafia a lei britânica, onde é um crime clonar embriões humanos, e de muitos outros países.

Secreto

O trabalho foi realizado num laboratório secreto cujo local não foi revelado, mas que o jornal suspeita ser no Oriente Médio, onde a clonagem é permitida. Dr Zavos, um cipriota naturalizado americano, está realizando esta experiência com clientes britânicos, americanos e de um país não especificado do Oriente Médio.

Dr. Zavos declarou que, apesar da inviabilidade de gravidez, este é apenas o "primeiro capítulo" nas complexas e longas tentativas de produzir bebês clonados das células da pele de seus "pais". "Não há dúvida de que o bebê clonado será uma realidade", disse. "E isso pode acontecer em até dois anos, mas não estamos sob pressão para dar ao mundo bebês clonados, mas bebês clonados saudáveis".

Apesar dos protestos da comunidade científica para que a mídia britânica não dê espaço para Dr. Zavos, depois de cinco anos de silêncio, ele aparece agora fazendo estardalhaço com casos de casais inférteis os quais ele acredita estar ajudando utilizando a mesma técnica usada para criar Dolly, a primeira ovelha clonada do mundo, em 1996.

Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/s/22042009/11/saude-clonagem-humana-curso.html

Astrônomos descobrem que a Via Láctea tem sabor framboesa


Astrônomos, que estudaram uma gigante nuvem de poeira estelar, no coração da Via Láctea, acreditam que a estrutura pode ter gosto de framboesa.

Cientistas do Instituto Max Planck de Radio Astronomia, em Bonn, na Alemanha, estavam procurando por evidências da existência de aminoácidos no espaço. Os aminoácidos são a forma básica pela qual a vida é criada. No entanto, mesmo falhando em localizar os aminoácidos, eles encontraram uma substância parecida com o metanoato de etila, o responsável químico pelo sabor das framboesas.

Os astrônomos usaram o telescópio IRAM, na Espanha, para analisar a radiação emitida por uma região densa e quente de Sagitário, que cerca uma estrela recém nascida. A radiação da estrela é absorvida pelas moléculas que flutuam pela nuvem de gás que, então, emite novamente diferentes energias, dependendo da molécula.

Mas esta é uma parte da galáxia que você não vai querer lamber. Assim como encontraram a substância do gosto de framboesa, os cientistas descobriram evidências da presença de cianeto de propila, uma substância letal, na mesma nuvem. As duas moléculas são as maiores descobertas no espaço aberto.

O astrônomo Arnauld Belloche brinca: “O metanoato de etila realmente é o responsável pelo gosto de framboesa. Mas apenas a presença dele em uma nuvem não faz com que seja possível a existência de framboesas espaciais. Precisa-se de mais substâncias”.

No ano passado, a mesma equipe de cientistas chegou perto de descobrir aminoácidos no espaço – eles descobriram uma molécula usada para “fazê-los”, chamada amino-acetonitrila. Anteriormente, eles também descobriram mais moléculas espaciais, como álcool, ácidos e aldeídos.

Fonte
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/howaboutthat/5191040/Astronomers-find-Milky-Way-could-taste-of-raspberries.html
http://hypescience.com/astronomos-descobrem-que-a-via-lactea-pode-ter-sabor-de-framboesa/

Andarilho robótico de DNA imita o sistema de transporte das células


Cientistas utilizaram moléculas de DNA para criar um andarilho robótico bípede capaz de caminhar de forma autônoma, imitando o sistema de transporte que funciona no interior das células.

O andarilho de DNA não é exatamente um nanorrobô, mas um sistema de acionamento ou motorização que poderá vir a acionar um nanorrobô.


Motores moleculares sintéticos

Ele funciona apenas em condições extremamente controladas de laboratório, mas o feito representa um passo importante rumo à criação de motores moleculares sintéticos de maior complexidade.

Os cientistas esperam que, um dia, nanorrobôs acionados por esses motores moleculares sintéticos possam ser capazes de ajudar a combater doenças e aplicar medicamentos no interior do corpo humano diretamente nos pontos onde eles são necessários, evitando todos os efeitos colaterais principalmente das quimioterapias atuais.


Componentes da vida

Em toda a sua complexidade, a vida tem dois componentes que interessam muito aos cientistas que pesquisam a possibilidade de construir robôs microscópicos: o DNA, que contém as instruções para a produção das proteínas, moléculas extremamente complexas, e tipos específicos de proteínas, como a quinesina, que funcionam como motores moleculares, uma parte essencial no sistema de transporte dos compostos químicos necessários à vida.

Na natureza, fitas de DNA, cada uma contendo quatro moléculas - ou bases - "procuram" por outras fitas cujas bases se equivalem para formar a conhecida molécula de DNA, em formato de parafuso. Esse processo natural é chamado pelos cientistas de automontagem, porque a construção da estrutura final não depende da atuação de processos externos.


Combustível e trilho de DNA

O que os cientistas das universidades de Nova Iorque e Harvard, ambas nos Estados Unidos, fizeram agora foi usar duas fitas de DNA para funcionarem como o combustível que empurra o robô andarilho sobre um trilho formado por outra fita de DNA.
O robô andarilho move-se para a frente porque novos pares de bases são formados a cada passo, um processo que cria a energia necessária para o movimento.

Robôs andarilhos de DNA já demonstrados anteriormente, que também andavam sobre trilhos formados por moléculas de DNA, não funcionavam de forma autônoma, exigindo que mais "combustível" fosse injetado no sistema a cada passo. Mas era difícil sincronizar seus passos e eles rapidamente "descarrilavam."

O motor de DNA agora demonstrado forma ele próprio novas pares de DNA necessárias ao seu movimento à medida que caminha. Simultaneamente, as fitas de DNA que atuam como combustível fazem o motor molecular conectar-se à trilha e liberar suas pernas, permitindo o movimento coordenado em passos autônomos e consecutivos.

A trilha de DNA, por onde o andarilho molecular caminha, mede 49 nanômetros. A
distância de 49 nanômetros está para 1 metro, assim como 1 metro está para o diâmetro da Terra.

Para conhecer outra pesquisa que utiliza moléculas de DNA para criar motores moleculares, veja Motores moleculares de DNA vão impulsionar nanorrobôs e Biocomputadores moleculares implantáveis poderão revolucionar a Medicina.

Fonte: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=andarilho-robotico-de-dna-imita-o-sistema-de-transporte-das-celulas&id=010180090421

Descoberto primeiro planeta extra solar parecido com a Terra


O astrônomo Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), participou na descoberta do mais pequeno planeta extrassolar conhecido, com menos de duas vezes o tamanho da Terra, anunciou hoje fonte da instituição.

Designado Gliese 581e, este planeta tem pouco mais que 1,9 vezes a massa da Terra e é o mais pequeno planeta extrassolar até agora descoberto e também o mais semelhante à Terra, revelou a mesma fonte.

Nuno Cardoso Santos está integrado na equipe de astrofísicos que fez esta descoberta, liderada pelo astrônomo suíço Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

O planeta agora descoberto gira à volta da estrela Gliese 581 (GJ 581), situada a 20,5 anos-luz, na direção da constelação da Balança.

Nesta estrela já era conhecido um sistema planetário com um 'Netuno' (GJ 581b) e duas 'super-Terras' (GJ 581c, GJ 581d).

Esta mesma equipe de investigadores também determinou com maior precisão os parâmetros orbitais destes planetas, concluindo que o planeta Gliese 581d se encontra na zona de habitabilidade da estrela, ou seja, a região em torno da estrela com as condições necessárias para que permita a existência de água líquida em um planeta do seu sistema.

O professor Michel Mayor considera que "o Santo Graal da atual procura de planetas extrassolares é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra e dentro da zona de habitabilidade da respectiva estrela, fator essencial para o desenvolvimento de vida". "A descoberta deste novo planeta demonstra que o sonho de encontrar novas Terras está cada vez mais próximo. Com a experiência adquirida e os excelentes resultados obtidos, estamos convictos que a nova geração de detectores, como o ESPRESSO, nos permitirá ir mais longe", disse Nuno Cardoso Santos.

O ESPRESSO é um novo detector que está sendo desenvolvido para o observatório VLT (ESO - European Southern Observatory), projecto no qual o CAUP participa.

Os resultados agora apresentados resultam de mais de quatro anos de observações, usando o mais produtivo caçador de planetas extrassolares de pequena massa, o espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio 'ESO 3.6-m', em La Silla (Chile).

Com a descoberta do Gliese 581e, este sistema planetário passa a contar com quatro planetas conhecidos, sendo as respectivas massas equivalentes a 1,9 (GJ 581e), 16 (GJ 581b), cinco (GJ 581c) e sete (GJ 581d) massas terrestres.

O planeta GJ 581e necessita apenas de 3,15 dias para completar uma órbita em torno da sua estrela.

Xavier Bonfils, do Observatório de Grenoble (França) disse a propósito desta descoberta que "este é o menor dos planetas extrassolares detectados e é muito provavelmente rochoso".

Estes planetas foram descobertos através da medição das ínfimas deslocações da estrela causadas pela força de gravidade dos planetas à medida que giram à sua volta.

O primeiro planeta extrassolar foi descoberto em 1995, em redor da estrela Pegasus e foi denominado Pegasus 51b.

"A massa do Gliese 581e é 80 vezes menor do que a do planeta e Pegasus 51b. Trata-se de um progresso fabuloso em apenas 14 anos", afirma Michel Mayor.

Fonte: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=5488

Baixa atividade do Sol intriga astrônomos


O sol passa por um de seus períodos mais quietos por quase um século, praticamente sem manchas solares (explosões na atmosfera solar) e emitindo poucas chamas.

A observação da estrela mais próxima da Terra está intrigando os astrônomos, que estão prestes a estudar novas imagens do sol captadas no espaço na Reunião Nacional de Astronomia do Reino Unido.

O sol normalmente passa por ciclos de atividade de 11 anos. Em seu pico, ele tem uma atmosfera efervescente que lança chamas e "pedaços" gasosos super quentes do tamanho de pequenos planetas. Depois deste pico, o astro normalmente passa por um período de calmaria.

Esperava-se que o sol voltasse a esquentar no ano passado depois de uma temporada de calmaria. Mas em vez disso, a pressão do vento solar chegou ao seu nível mais baixo em 50 anos, as emissões radiológicas são as mais baixas dos últimos 55 anos e as atividades mais baixas de manchas solares dos últimos 100 anos.

Segundo a professora Louise Hara, do University College London, as razões para isso não estão claras e não se sabe quando a atividade do sol vai voltar ao normal.

"Não há sinais de que ele esteja saindo deste período", disse ela à BBC News.

"No momento, há artigos científicos sendo lançados que sugerem que ele vai entrar em um período normal de atividade em breve."

"Outros, no entanto, sugerem que ele vai passar por outro período de atividades mínimas - este é um grande debate no momento."


Mini era do gelo

Em meados do século 17, um período de calmaria - conhecido como Maunder Minimum - durou 70 anos, provocando uma "mini era do gelo".

Por isso, alguns especialistas sugeriram que um esfriamento semelhante do sol poderia compensar os efeitos das mudanças climáticas.

Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de Southhampton, isso não é tão simples assim.

"Quisera eu que o sol estivesse vindo a nosso favor, mas, infelizmente, os dados mostram que não é esse o caso", disse ele.

Lockwood foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar que a atividade do sol vinha decrescendo gradualmente desde 1985, mas que, apesar disso, as temperaturas globais continuavam a subir.

"Se você olhar cuidadosamente as observações, está bem claro que o nível fundamental do sol alcançou seu pico em cerca de 1985 e o que estamos vendo é uma continuação da tendência para baixo (na atividade solar), que vem ocorrendo há cerca de duas décadas."

"Se o enfraquecimento do sol tivesse efeitos resfriadores, já teríamos visto isso a esta altura."


Meio termo


Análises de troncos de árvores e de camadas inferiores de gelo (que registram a história ambiental) sugerem que o sol está se acalmando depois de um pico incomum em sua atividade.

Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há uma oscilação solar que dura centenas de anos.

Ele sugere que 1985 marcou o pico máximo deste ciclo de longo prazo e que o Maunder Minimum marcou seu ponto mais baixo.

Para ele, o sol agora volta a um meio termo depois de um período em que esteve praticamente no topo de suas atividades.

Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) mostram que as temperaturas globais subiram em média 0,7 C desde o início do século 20.

As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem entre 1,8 C e 4 C até o fim deste século.

Ninguém sabe ao certo como funciona o ciclo e altos e baixos na atividade solar, mas os astrônomos se veem, agora, graças a avanços tecnológicos, em uma posição privilegiada para estudar o astro-rei.

Segundo o professor Richard Harrison, do Laboratório Rutheford Appleton, em Oxfordshire, este período de quietude solar dá aos astrônomos uma oportunidade única.

"Isso é muito animador, porque como astrônomos nunca vimos nada assim em nossas vidas", disse ele.

"Temos uma sonda lá no alto para estudar o sol com detalhes fenomenais. Com esses telescópios podemos estudar esta atividade mínima de um modo que nunca fizemos no passado."

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/04/21/ult2282u1659.jhtm

Explosão de estrela causou extinção em massa na Terra

Uma brilhante detonação de rios gama pode ter causado um evento de extinção em massa na Terra 440 milhões de anos atrás - e catástrofe celestial semelhante poderia acontecer de novo, de acordo com um novo estudo.

A maior parte das detonações de raios gama, de acordo com os cientistas, são feixes de energia de alta radiação produzidos quando acontece o colapso de uma imensa quantidade de de massa, como a explosão de uma estrela maciça.

O estudo apresentado por um novo modelo de computador segundo o qual um feixe de raios gama dirigido à Terra, partindo de uma distância de até 6,5 mil anos-luz, poderia ter causado desgaste na camada de ozônio, provocando chuva ácida e iniciando um período de resfriamento global.

Um desastre como esse poderia ter sido responsável pela extinção em massa de até 70% das criaturas marinhas que viviam durante o Período Ordoviciano (de 488 milhões a 443 milhões de anos atrás), sugere o diretor científico do estudo, o astrofísico Brian Thomas, da Universidade Washburn, no Kansas.

A simulação também demonstra que mais ou menos uma vez a cada bilhão de anos uma detonação de raios gama de escala significativa pode acontecer ao alcance da Terra, ainda que os feixes de radiação precisariam estar alinhados de uma maneira muito específica para que atingissem o planeta. No momento, a WR104, uma estrela maciça a oito mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, está em posição que a torna potencialmente ameaçadora, disse Thomas.

Mas o estudo, que foi submetido ao Jornal Internacional de Astrobiologia, não está necessariamente causando pânico entre os demais astrofísicos.

"Certamente não há nada de errado em estudar o que uma detonação de raios gama poderia causar, se acontecesse perto o bastante de nós, como fez o autor deste trabalho. É assim que a ciência funciona", disse David Thompson, astrofísico da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e vice-diretor de projeto no Telescópio Espacial Fermi, que opera na banda dos raios gama.

Mas Thompson compara o risco de uma futura detonação de raios gama para a Terra com "o perigo que eu correria de encontrar um urso polar dentro do meu armário em Bowie, Maryland". "Não é que não possa acontecer, mas é tão improvável que não vale muito a pena se preocupar com isso", acrescentou.


Danos persistentes

Adrian Melott, antigo orientador do autor do estudo, foi o primeiro a propor, em 2004, que uma detonação de raios gama perto da Terra teria eliminado a vida no Período Ordoviciano. Desde então, os dois pesquisadores vêm trabalhando com aspectos diferentes desse enigma.

De acordo com seus mais recentes modelos, a radiação gama de uma detonação próxima extirparia rapidamente a maior parte da camada de ozônio que protege a Terra, permitindo que mais radiação ultravioleta do sol atingisse a superfície do planeta.

Em prazo mais longo, as reações químicas na atmosfera produziriam gases escuros, com base em nitrogênio, que bloqueariam o calor do sol e deflagrariam o aquecimento global, enquanto os raios gama continuariam a desbastar a camada de ozônio e permitir maior entrada de raios ultravioleta, sugerem os autores.

Parte dessa poluição se precipitaria sobre a superfície na forma de uma devastadora chuva ácida, capaz de causar severas perturbações a ecossistemas.

A atmosfera conseguiria se recuperar em uma década, e uma alta nos danos ao DNA causados pela exposição ampliada à radiação ultravioleta poderia desaparecer dentro de alguns meses ou anos, apontam os pesquisadores. Mas os demais impactos biológicos, a exemplo da produtividade reduzida dos oceanos- poderiam persistir por período desconhecido, disse Thomas.


O problema com os trilobitas

Bruce Lieberman, paleontologista da Universidade do Kansas, ajudou a desenvolver a teoria inicial sobre a extinção no ordoviciano, mas não é co-autor dos trabalhos mais recentes.

A idéia prevalecente é a de que uma era glacial causou o evento de extinção, ele diz, mas questiona que essa hipótese explique todos os acontecimentos. "Houve outros momentos nos quais aconteceram eras glaciais sem extinções em massa", ele diz.

Além disso, a era glacial do ordoviciano foi comparativamente curta, durando apenas 500 mil anos antes que o clima retornasse a um ciclo quente - quase como se algo de incomum tivesse deflagrado o frio.

Até agora, Thomas e Melott conseguiram descobrir um padrão de radiação ultravioleta mais elevada durante a extinção do ordoviciano que poderia se equiparar a um bombardeio cósmico por sobre o Polo Sul. E Lieberman acredita que o desaparecimento dos trilobitas, artrópodes extintos aparentados aos caranguejos, possa estar vinculado ao evento do ordoviciano.

Ainda que a maioria dos trilobitas vivesse no lodo do fundo do oceano, os jovens de algumas de suas espécies tinham um estágio de vida que os levava a flutuar em águas rasas, o que os tornaria vulneráveis à radiação ultravioleta.

Mas como Thompson, da Nasa, Lieberman acrescenta que a preocupação quanto a uma futura detonação de raios gama "não é algo que me faça perder o sono".

Em lugar disso, ele aprecia o novo trabalho por apontar que a Terra é uma parte vulnerável do cosmos. "Isso nos oferece uma nova perspectiva sobre coisas como a seleção natural e a adaptação", diz.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3710041-EI238,00-Explosao+de+estrela+causou+extincao+em+massa+na+Terra.html

O futuro da aviação















Imagens:
Flight Global 1: 

Cinco mentiras disfarçadas de ciência


Repassando a pedido do próprio autor.

O Sol nasce sempre no Leste

O correto é dizer que Sol nasce “do lado leste”. Mas não exatamente no ponto cardeal leste.

Isso se deve ao fato de que o eixo de rotação da Terra tem uma inclinação em relação ao plano orbital. A percorrer a trajetória elíptica ao redor do Sol, sem mudar esta inclinação, a região do planeta mais iluminada pelo Sol vai mudando para cada época do ano. E é por isso que temos as estações do ano que são alternadas em cada hemisfério da Terra.

Na prática o Sol faz um bamboleio ao redor do ponto cardeal leste. A rigor o Sol nasce exatamente a leste nos dois equinócios (21 de março e 23 de setembro). Em 21 de março o Sol está "caminhando" para o norte e estamos indo para o inverno. Em 22 de junho temos a noite mais longa do ano no hemisfério sul e o Sol encontra-se mais afastado do ponto cardeal leste, a noroeste. Em 23 de setembro o Sol "caminha" para o sul e estamos indo para o verão no nosso hemisfério. Em 22 de dezembro o Sol estará mas afastado do ponto cardeal leste, agora a sudeste e teremos a noite mais curta do ano. Para melhor visualizar a ideia, veja a simulação abaixo para a minha latitude de 23 graus sul. A linha vermelha marca o ponto cardeal leste.


O Cruzeiro do Sul sempre aponta para o Sul

A Constelação do Cruzeiro do Sul fica próxima ao pólo sul celeste, ponto imaginário onde o eixo (também imaginário) de rotação da Terra “toca a esfera celeste” (esfera também imaginária onde as estrelas e os planetas parecem estar grudados). E haja imaginação! A figura abaixo ajuda um pouco nesta arte de ver com o cérebro!
Logo, enquanto a Terra gira ao redor de si mesma, a uma taxa de 1 volta (360 graus) por dia (24h), vemos toda a Constelação do Cruzeiro do Sul (e todo o resto dos objetos no céu) girar ao redor do pólo sul celeste a uma taxa de 15 graus/h (360 graus/24 h). Para o Cruzeiro do Sul e qualquer outra constelação circumpolar o efeito é bem notável! Numa foto de longa exposição (como esta logo abaixo) registramos o movimento de rotação da esfera celeste ao redor do pólo sul celeste.
Por causa desta rotação a “cruz” pode aparecer “em pé”, “deitada” ou “inclinada”. Pode, enfim, estar em qualquer posição dependendo do dia do ano e da hora e, portanto, apontar para qualquer lugar, até mesmo para cima (ou para o espaço no referencial da Terra)! Quando está de "ponta-cabeça" normalmente está abaixo do horizonte. Veja nas simulações abaixo a posição do Cruzeiro do Sul para hoje às 18h, "deitado", e às 24h, "em pé".

Então , por que falam tanto que o Cruzeiro do Sul serve para nos mostrar o sul? Isso fica para um outro post, tá? Mas é mentira das boas que o Cruzeiro do Sul sempre aponta para o sul! Na simulação acima, para às 18 h, fica bem claro que o Cruzeiro não está apontando para o sul (S)!


A Lua Cheia nasce enorme no horizonte

Quando vemos a Lua Cheia no horizonte sempre ficamos com a sensação de que ela é enorme. Assim aparece nos filmes. Da mesma forma nos desenhos. Mas trata-se apenas de uma ilusão de óptica!
A Lua Cheia, no horizonte, numa comparação visual simples com casas, edifícios, montanhas e outros elementos da paisagem, parece ser realmente enorme. Mas não é.
Daqui da Terra vemos o disco lunar com apenas 0,5 grau aproximadamente. Muito pouco comparado a um círculo completo que tem 360 graus!
Quer fazer uma experiência simples, porém bastante conclusiva? Estique o braço, com o dedo indicador para cima. A largura do dedo indicador, para seus olhos, será em torno de 1 grau. Claro que isso pode variar de pessoa para pessoa mas, em média, dá bem próximo de 1 grau.
Assim, o dedo indicador na posição descrita deverá cobrir o equivalente a duas Luas Cheias! Espere a próxima Lua Cheia e faça você mesmo o teste. E verá como Lua Cheia aparentemente enorme some atrás do seu dedo indicador. Lua Cheia enorme no horizonte é outra mentira!


No espaço a gravidade é zero


Na ISS, a Estação Espacial Internacional, por exemplo, os astronautas ficam “flutuando”. Toda vez que vemos cenas dos astronautas eles parecem ser tão leves quanto plumas. Logo a conclusão (erradíssima!) é de que a gravidade no espaço é zero.
Mas pense comigo: quem é que prende a ISS na Terra? É a gravidade terrestre, não é? Então por que esta gravidade mantém a ISS presa na sua órbita ao redor do planeta mas deixa de atrair os astronautas? Seria a gravidade seletiva? Ela só atrai “quem ela quer”?

Segundo a Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton, a gravidade decresce com o inverso do quadrado da distância ao centro do corpo que a provoca. Logo, será de fato nula somente a distâncias infinitas do corpo central. A ISS está a apenas uns 400 km afastada da superfície da Terra e, portanto, um pouco menos do que 7.000 km do centro da Terra. Muito pouco para a gravidade ser nula. Na verdade a gravidade terrestre lá na ISS vale mais ou menos uns 8,5 m/s². Bem diferente de zero e só um pouco menor do que o valor aqui na superfície que é de 9,8 m/s².!

Então por que os astronautas flutuam? Lamento dizer mas, na verdade, não flutuam. Eles estão em órbita o redor da Terra o que na prática é como estar em um elevador cujo cabo arrebentou e está caindo em queda livre. Como a nave e todo o seu conteúdo "caem" com a mesma aceleração, existe uma sensação de flutuação. Mas é só uma sensação de gravidade zero, uma ilusão mecânica capaz de enganar até mesmo os nossos sentidos. Por isso dizer que a gravidade no espaço é zero é outra mentira que assassina a boa Física!


O atrito sempre atrapalha

E é por isso mesmo que o atrito deve ser eliminado ou pelo menos minimizado. Certo?

Errado! Outra bobagem. É fato que muitas vezes o atrito dificulta as coisas. Todos sabemos que temos que colocar óleo lubrificante no motor de um automóvel para diminuir o atrito entre as suas partes internas móveis e evitar superaquecimento, o que poderia até fundir o motor (derreter e grudar as suas partes internas). Neste exemplo o atrito é mesmo prejudicial.

Quando vamos fazer faxina e temos que arrastar móveis pela casa sabemos que o atrito não é parceiro. Ele joga contra e dificulta as coisas. Aqui também temos um outro exemplo de atrito que atrapalha.

No entanto, quando andamos, empurramos o chão para trás por atrito com a superfície de contato com a sola do sapato. E o chão, por sua vez, nos empurra para frente, novamente por atrito. É o que chamamos de Ação/Reação, outra herança das fantásticas ideias de Sir Isaac Newton.

Um automóvel também precisa empurrar o chão para trás para ser empurrado de volta para frente e conseguir se mover. Com pouco atrito entre o pneu e o solo o carro pode simplesmente patinar e não sai do lugar. É exatamente o que acontece quando um carro atola na lama.

Entendeu como nesses dois casos (uma pessoa ou um automóvel andando) o atrito ajuda o movimento? Logo, dizer que o atrito sempre atrapalha é outra mentira descarada!


Micróbios acendem discussão sobre possibilidade de vida alienígena

Micróbios na Antártida aumentam chances de encontrar vida extraterrestre

Criaturas formaram ecossistema debaixo de quase 500 m de gelo.
Água em que vivem é extremamente salgada e sem oxigênio algum.


A pesquisa, que está na edição desta semana da revista especializada Science, foi coordenada por Jill A. Mikucki, da universidade Harvard (Costa Leste dos EUA). A cientista e seus colegas explicam que a salmoura debaixo da geleira é o resto de um braço de mar que foi engolfado por causa de mudanças geológicas na Antártida. No entanto, bactérias de origem marinha ficaram presas nessa água marinha, que foi se tornando cada vez mais salgada. Em episódios cuja razão ainda não é bem conhecida, essa salmoura às vezes "vaza" debaixo da geleira. Em contato com o oxigênio do ar, ela forma óxidos de ferro, que dão ao vazamento a cor avermelhada acima.

Apesar do isolamento, do frio e da completa falta de oxigênio, os micróbios conseguem usar elementos na água e na rocha debaixo da geleira para sobreviver e prosperar. As condições lembram vagamente as existentes em locais como Europa, a lua gelada de Júpiter que possui um oceano debaixo de uma grossa camada de gelo. Se a vida consegue se estabelecer em locais como essa geleira, não é impossível que ela também floresça em Europa e em outros lugares remotos do Sistema Solar.

Fonte: G1 Notícias
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1087949-5603,00-MICROBIOS+NA+ANTARTIDA+AUMENTAM+CHANCES+DE+ENCONTRAR+VIDA+EXTRATERRESTRE.html

Lua pode ter surgido de uma colisão planetária


Pesquisadores da universidade de Princeton, nos Estados Unidos, apresentaram a hipótese de que a Lua se formou por causa da colisão entre a Terra e um antigo planeta já desaparecido, denominado Theia - com o tamanho aproximado de Marte. A NASA, agência espacial americana, aproveitará a missão das sondas gêmeas Stereo, que está observando os tsunamis solares, para explorar pontos específicos do nosso sistema solar em busca de indícios do planeta perdido. As informações são do Terra Chile.

Segundo Edward Belbruno e Richard Gott, defensores da teoria, Theia existiu há 4,5 milhões de anos e o material expelido na grande explosão, oriundo dos dois planetas, permaneceu girando ao redor da Terra antes de entrar em fusão e formar a Lua.

As naves Stereo buscam pistas nos pontos de Lagrange, regiões do espaço situadas entre a gravidade da Terra e do Sol, que formam um "poço gravitacional", engolindo tudo aquilo que está na sua volta.

Duas sondas gêmeas, um planeta desaparecido e a origem da Lua



As duas sondas gêmeas fazem parte da missão STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory), da NASA. Elas foram lançadas em Outubro de 2006 para fazer medições do clima espacial, principalmente das partículas ejetadas pelo Sol e que atingem a Terra, algumas vezes com grandes possibilidades de impacto sobre as telecomunicações e os sistemas de energia.

Mas elas estão prestes a testar uma teoria que mais parece saída do roteiro de um filme de Hollywood: a teoria que afirma que a Lua pode ter se originado do choque da Terra com um planeta do Sistema Solar já extinto, chamado Theia.

Pontos de Lagrange

As duas sondas estão prestes a entrar em uma região muito especial do espaço entre o Sol e a Terra, conhecida como ponto de Lagrange.

Nos pontos de Lagrange a gravidade de dois corpos celestes - neste caso a gravidade do Sol e da Terra - se combinam para formar "poços gravitacionais". O nome é uma homenagem ao matemático Joseph-Louis Lagrange, que previu sua existência ainda no século 18.

Os cientistas acreditam que, nesses pontos, onde a gravidade de nenhum dos dois corpos celestes é suficiente para atrair para si o material que aí se encontra, os asteróides e a poeira estelar tendem a se aglutinar, vindo a formar novos corpos celestes. Aí pode estar a chave da origem da Lua.

Em busca de asteróides

As sondas Stereo vão passar por dois desses pontos, chamados L4 e L5.

Embora os pontos L4 e L5 sejam apenas pontos matemáticos, sua região de influência é gigantesca - cerca de 80 milhões de quilômetros ao longo da direção da órbita da Terra, e 16 milhões de quilômetros na direção do Sol.

Levará vários meses para que as sondas gêmeas Stereo passem através deles, com a Stereo A passando no ponto mais próximo do L4 em setembro, e a Stereo B atingindo o ponto mais próximo do L5 em outubro.

Durante sua passagem por esses poços gravitacionais, as sondas utilizarão um telescópio de grande campo de visão para procurar por asteróides orbitando a região.

"Estes pontos podem conter pequenos asteróides, que podem ser os remanescentes de um planeta do tamanho de Marte que se formou bilhões de anos atrás," afirma Michael Kaiser, cientista do projeto Stereo.

Theia, o planeta desaparecido

"De acordo com Edward Belbruno e Richard Gott, da Universidade de Princeton, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando os planetas [do Sistema Solar] ainda estavam crescendo, um mundo hipotético chamado Theia pode ter sido arrancado do L4 ou do L5 pela crescente gravidade de outros planetas em crescimento, como Vênus, arremessando-o em um curso de colisão com a Terra," explica Kaiser.

"O impacto resultante arrancou as camadas externas de Theia e da Terra, colocando-as em órbita. Esse material eventualmente coalesceu sob sua própria gravidade e formou a Lua."

Ou seja, segundo essa teoria, a Terra atual seria um planeta híbrido, formado pela junção da Terra original com o planeta Theia, menos as porções que entraram em órbita da nova Terra, por ocasião do choque dos dois planetas, que se transformaram na Lua.

A origem da Lua

Esse conceito do extinto planeta Theia é uma modificação da teoria do "impacto gigante" para a origem da Lua. A teoria explica propriedades enigmáticas da Lua, como o seu relativamente pequeno núcleo de ferro.

Na época do impacto, Theia e Terra seriam suficientemente grandes para se fundirem, permitindo que elementos mais pesados, como ferro, descessem para o centro para formar seus núcleos. Um impacto teria arrancado fora as camadas externas dos dois mundos, contendo principalmente elementos mais leves como silício. A Lua foi eventualmente formada a partir desse material.

A teoria do extinto planeta Theia e seu choque com a Terra poderá ser reforçada se a missão Stereo encontrar asteróides e descobrir que eles tenham composições semelhantes às da Terra e da Lua.

Fonte: Terra Notícias
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3707583-EI238,00-Nasa+busca+indicios+de+planeta+que+teria+colidido+com+Terra.html
Fonte: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=duas-sondas-gemeas--um-planeta-desaparecido-e-a-origem-da-lua&id=010130090417

Novo micro robô desafia a força da gravidade


Uma equipe de engenheiros da universidade de Waterloo (EUA) desenvolveu o primeiro micro-robô voador, capaz de manipular objetos para aplicações em microescala. A invenção permite que os cientistas movam objetos mínimos com muito mais precisão. Esses objetos minúsculos seriam muito pequenos para ser manipulados corretamente a olho nu e com as nossas mãos ou ferramentas tradicionais.

O micro-robô desafia a força da gravidade voando, ou levitando, com a energia de um campo magnético. Ele voa por aí e, com grande habilidade, move os micro-objetos, através de pequenas garras, remotamente controlado por um aparelho de laser. Um de seus usos futuros pode ser até mesmo microcirurgias, com incisões muito menores e um tempo ainda mais curto de recuperação.

De acordo com seus criadores, ele é o primeiro micro-robô voador equipado com mini garras. “É uma nova tecnologia, que usa um campo magnético para voar, ou levitar” explica Behrad Khamesee, o líder da equipe que desenvolveu o robô. Ele pode ser usado facilmente e mover objetos sem dificuldade já que não possui fios ou conectores que atrapalhariam sua agilidade. No entanto, o ambiente onde ele opera precisa ser livre de poeira e fechado.

Autor: Sérgio Souza

Fonte: Hypescience, link: http://hypescience.com/novo-micro-robo-desafia-a-forca-da-gravidade/

Humanos foram almoço durante maior parte da sua existência



Leopardos, leões, hienas e até águias devoravam ancestrais da nossa espécie há milhões de anos, de acordo com dupla de primatologistas americanos.

A história sempre acaba sendo contada pelos vencedores – não dá para fugir muito desse fato da vida. Nem a ciência está isenta desse tipo de racionalização meio canalha do passado. O melhor exemplo disso é a imagem dos nossos ancestrais nos relatos mais clássicos sobre a evolução humana. Segundo essa visão, o nosso apetite por carne fresca e as armas letais de pedra que inventamos foram os grandes responsáveis por nos colocar, factual e metaforicamente, no topo da cadeia alimentar da Terra. Seríamos, portanto, caçadores por natureza. OK. Agora pergunte para o Taung o que ele acha de tudo isso.

“Taung” é o apelido dado ao exemplar de Australopithecus africanus acima. A criatura é um hominídeo, um membro da linhagem de primatas da qual descende o homem moderno. Taung era uma criança de uns três anos de idade quando morreu na África do Sul, há cerca de 2,5 milhões de anos. Morreu, aliás, de morte matada, e não de morte morrida: as marcas de “abridor de lata” no crânio do coitadinho deixam isso bem claro. O filhote de australopiteco muito provavelmente foi morto por uma grande águia africana, que usou suas poderosas garras para atravessar seus ossos da face e depois foi “descascando” a carne do infante, de forma tão cuidadosa que a mandíbula dele continuou no lugar ao fim do processo.

Taung, acredite, não é um caso isolado, como mostra o magistral livro “Man the Hunted: Primates, predators and human evolution” (“Homem, o Caçado: primatas, predadores e evolução humana”, ainda sem versão em português). Os primatólogos americanos Donna Hart e Robert W. Sussman usam a obra justamente como uma sacudidela no velho mito dos hominídeos como caçadores supremos. Casando observações de primatas e predadores vivos com a análise cuidadosa de fósseis e artefatos, eles mostram que o correto é imaginar exatamente o contrário. Durante a maior parte da nossa história evolutiva, fomos bucha de canhão para todo tipo de predador, e só viramos caçadores eficientes, capazes de nos defender, há algumas dezenas, ou no máximo um par de centenas, de milhares de anos.

O engraçado é que o mito da invulnerabilidade dos hominídeos “vazou” até para os outros primatas vivos e extintos. Durante muito tempo, o consenso entre os pesquisadores era que os primatas em geral não eram muito predados, quiçá por causa de sua inteligência relativamente avançada. Ledo engano: Hart e Sussman fizeram um apurado levantamento estatístico da literatura científica e descobriram que macacos e afins têm tanta chance de virar prato principal quanto os ungulados (herbívoros de casco). Para um leão, um babuíno tem tanta cara de jantar quanto um antílope, portanto.

A lista de predadores de primatas compilada por eles é de cair o queixo. Vá anotando aí: falcões, águias, corujas, felinos de todos os tipos e tamanhos, canídeos (lobos, chacais etc.) de todos os tipos de tamanhos, ursos, hienas, civetas, genetas, mangustos, iraras, guaxinins, gambás, jacarés e crocodilos, cobras, lagartos, tubarões… e até tucanos. Sério: tucanos. Desses, os mais temíveis parecem ser as águias e os leopardos, que muitas vezes se especializam em comer primatas. É o caso da águia-coroada-africana, cuja técnica de abate e “dissecação” é quase idêntica à da ave que matou Taung. Já os leopardos não respeitam nem gorilas adultos, que podem ter o dobro do peso dos felinos. Dedos inteiros de gorilas já foram achados nas fezes desses grandes gatos.

E não pense que os humanos modernos estão livres desse tipo de perigo. Hoje, embora bem organizados e bem armados, ainda podemos ser devorados por quase qualquer tipo de grande predador se dermos uma bobeada. Só para dar um exemplo, em locais da Europa Oriental onde ainda existem populações de lobos, análises estatísticas mostraram que as capturas de crianças humanas por eles aumentam no verão, época em que as mães precisam de comida fácil para seus filhotes novinhos.

Voltando para o registro fóssil, a morte trágica de Taung está longe de ser um fato isolado. Em várias cavernas da África do Sul, crânios detonados de australopitecos mostram que eles foram abatidos pelos famigerados leopardos – buracos na calota craniana têm o tamanho exato dos caninos desses predadores. Crânios de Homo erectus, um hominídeo que viveu a partir de 1,8 milhão de anos atrás e tinha corpo quase idêntico ao nosso, embora cérebro um terço menor (em média), também revelam marcas que só podem ser atribuídas a felinos, em especial leões. Mais alarmantes ainda são os dados vindos de Zhoukoudian, um dos sítios mais importantes para fósseis do Homo erectus, que fica perto de Pequim. Lá, vários crânios mostram indicações claras de predação por hienas: ossos do rosto quebrados a dentadas e base craniana alargada para facilitar o acesso aos miolos, ricos em gordura e muito apreciados pelos animais.

Os dados de que dispomos sugerem que as defesas humanas contra grandes animais, bem como nossa capacidade de caçar ativamente bichos grandes, apareceram tardiamente. O uso de lanças – que permitem matar a uma distância relativamente segura – tem “apenas” 400 mil anos. E os indícios de captura sistemática de grandes herbívoros são ainda mais tardios, começando com os neandertais, há menos de 200 mil anos, e se fortalecendo mesmo apenas com a chegada dos humanos modernos à Europa, há apenas 40 mil anos. A conclusão inescapável é que passamos muitíssimo mais tempo sendo caçados do que caçando nos últimos 6 milhões de anos.

Hart e Sussman forçam um pouco a barra no terço final de sua obra, ao tentar atribuir a evolução das características tipicamente humanas, como nossa estrutura social, postura ereta e até linguagem, a adaptações voltadas principalmente para minimizar os ataques de predadores. Mas isso não lhes tira o mérito de forma nenhuma. A pesquisa cuidadosa das nossas origens é indubitavelmente um dos melhores antídotos contra a arrogância coletiva do Homo sapiens. Saber que fomos comida durante tanto tempo é um bom jeito de nos forçar a calçar as sandálias da humildade de vez em quando.

Autor: Reinaldo José Lopes
Fonte: G1 Colunas, link: http://colunas.g1.com.br/visoesdavida/