Imagens obtidas por satélite alemão mostram superficie do Sol

SUNRISE ficou 5 dias na estratosfera em junho, levado por um balão.

Equipamento acumulou 1,8 terabyte de informação.

Imagens divulgadas pela Sociedade Max Planck para o Avanço da Ciência mostram a granulação da superfície solar em quatro diferentes comprimentos de onda. A imagem cobre a superfície solar numa escala de 1 sobre 20 mil (Foto: MPI für Sonnensystemforschung)

O satélite SUNRISE, construído por um consórcio liderado pelo Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, registrou imagens da superfície da estrela em um nível de detalhe inédito. Movimentadas por campos magnéticos, porções de gás sobem e descem e nuvens de matéria são ejetadas, dando à superfície solar sua estrutura granulada. O equipamento, com mais de 6 toneladas, foi lançado de uma base na Suécia em 8 de junho e levado por um balão de hélio de 130 metros de diâmetro a uma altitude de 37 quilômetros.

De lá, na camada da atmosfera conhecida como estratosfera, as condições de observação são similares às presentes no espaço: as imagens não são prejudicadas por turbulência e a câmera pode dar zoom em luz ultravioleta, que de outro modo seria absorvida pela camada de ozônio. As variações na radiação solar são particularmente pronunciadas em luz ultravioleta. Separado do balão, o SUNRISE desceu de paraquedas em 14 de junho, pousando na Ilha Somerset, em território canadense.

O trabalho de análise dos dados colhidos, que somam 1,8 terabyte, está apenas começando. Um dos aspectos que interessam os cientistas é a conexão entre a força do campo magnético e o brilho de pequenas estruturas solares. O campo varia em um ciclo de atividade solar de 11 anos. A presença maior dessas estruturas causa um aumento do brilho solar, resultando em um maior input de calor sobre a Terra.

Antes da rápida mas importantíssima missão do SUNRISE, os processos físicos agora observados só podiam ser simulados por meio de modelos computacionais complexos. “Esses modelos podem agora ser contextualizados em uma sólida base experimental”, explica Manfred Schüssler, cientista do Instituto Max Planck.

O grupo de pesquisa envolve também o Instituto Kiepenheuer para Física Solar, o Observatório de Alta Altitude em Boulder (Colorado), o Instituto de Astrofísica de Canárias (Tenerife), o Laboratório Solar e de Astrofísica da Lockheed-Martin em Palo Alto (California), o Complexo de Balões Científicos da Nasa e o Centro Espacial ESRANGE, na Suécia.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1376224-5603,00-IMAGENS+INEDITAS+OBTIDAS+POR+SATELITE+ALEMAO+MOSTRAM+SUPERFICIE+DO+SOL.html

To com saudade aqui também

Saudade de postar aqui.
Mas aqui a dissertiva é extensa, os post são intrinsecos, tem que haver tempo.
E não tenho tempo no momento. Mas, prometo, pelo menos um por semana, vou tentar.

Cientistas podem desvendar mistério da matéria escura


A verdade sobre a matéria escura pode vir de descobertas realizadas graças ao Fermi, o telescópio de raios gama que está em órbita

Novos dados de dois experimentos - um no espaço, outro em um balão voando sobre a Antártica - dão sinais de uma tentadora detecção de matéria escura, o misterioso componente que ocupa 85% do universo. A evidência é o registro de um excesso de elétrons de alta energia e de seus equivalentes em antimatéria, os pósitrons, que podem ser criados quando partículas de matéria escura se destroem ou se decompõem.
O sinal do Fermi, o telescópio de raios gama em órbita, é sutil, enquanto o detectado pelo ATIC (acrônimo em inglês para calorímetro avançado de ionização fina), carregado por balões, é muito mais pronunciado. As diferenças são desconcertantes, mas as descobertas -- de acordo com alguns - podem anunciar o nascimento de uma nova era de exploração da matéria escura.

"Podemos muito bem estar vendo o início da era da descoberta", afirma Dan Hooper, teórico do Laboratório do Acelerador Nacional Fermi, em Batavia, Illinois, que não está afiliado a nenhum dos experimentos.

Peter Michelson, principal pesquisador do instrumento no Fermi que fez a detecção, alerta que seu grupo ainda não alega ter encontrado a arma do crime da matéria escura. O sinal também pode ter vindo de fontes mais mundanas nas proximidades, como pulsares, os resquícios giratórios das supernovas. "Mas se não for um pulsar, será uma nova física", diz Michelson, da Universidade Standford, na Califórnia.
Os resultados do Fermi foram apresentados num encontro da Sociedade Americana de Física, em Denver, Colorado, no dia 2 de maio, e publicados na Physical Review Letters.

Os resultados do ATIC, publicados na Nature em novembro, são mais polêmicos. Eles mostram um pico específico na energia de excesso de elétrons entre 300 e 800 giga elétron-volts (GeV), um nível que pode apontar para a massa de uma partícula de matéria escura. De início, os resultados do Fermi e do ATIC pareceriam incompatíveis, porque o Fermi não observou um aumento tão acentuado no intervalo entre 300 e 800 GeV.

Com os dados do Fermi, "esse (resultado do ATIC) não parece razoável", afirma Mark Pearce, do Instituto Real de Tecnologia da Suécia e integrante da equipe de um experimento relacionado, o PAMELA (acrônimo em inglês para pacote de exploração de antimatéria e astrofísica de núcleos leves).

Mas o ATIC não recua quanto a seu anúncio. O trabalho publicado em novembro teve como base dois vôos com balões. No dia 4 de maio, T. Gregory Guzik, da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, apresentou resultados preliminares de um terceiro vôo em dezembro de 2007.

Ele detectou um aumento no quociente de pósitrons, que, por serem mais raros, poderiam representar um sinal mais claro de matéria escura. Mas o PAMELA só reportou dados de energias até 100 GeV, não alcançando as detectadas pelo Fermi ou pelo ATIC.

O efeito dos raios gama

Todos os experimentos até agora investigaram a matéria escura apenas indiretamente. E o sinal pode ser estremecido e pouco nítido, já que elétrons voando pelo espaço perdem energia enquanto são açoitados por campos magnéticos galácticos.

Uma forma de contornar esses problemas seria estudar os raios gama, que também são produzidos em muitos cenários de destruição e decomposição de matéria escura, mas são imunes a campos magnéticos. Portanto, muitos acreditam que os cientistas do Fermi, que fizeram seus primeiros anúncios de matéria escura com base em dados de elétrons, vão acabar concluindo o trabalho com seus detectores de raios gama, que podem não apenas determinar a massa das partículas de matéria escura mais precisamente, como determinar de onde no espaço o sinal está vindo.

Espera-se que o sinal de raio gama mais forte venha do centro da Via Láctea, mas é de lá também que vem o sinal mais difícil de separar de outras fontes. O Fermi também procura por massas de matéria escura vagando próximas ao plano da Via Láctea - onde pesquisadores relataram em 3 de maio evidências tentadoras de uma fonte de raios gama, que provavelmente vai desaparecer nas próximas investigações, mas ajudará nas futuras descobertas de raios gama.

E, finalmente, o Fermi também vai voltar seus olhos para os pólos galácticos e encarar o espaço extragaláctico, onde poderá encontrar provas de uma fraca rede de matéria escura. Isso seria da maior importância para restringir os modelos cosmológicos que prevêem o crescimento da estrutura do universo - como galáxias se juntaram em torno de sementes iniciais de matéria escura.

Mas tudo isso vai exigir pelo menos um ano de coleta de dados do Fermi. E, por enquanto, os dados de elétrons já parecem estar ocupando bastante a comunidade científica. Em 4 de maio, teóricos já reajustaram seus modelos de matéria escura para ficarem consistentes com os novos resultados do Fermi. Por muitos anos, os modelos previam que a energia de partículas de matéria escura ficaria em torno de 100 GeV. Mas os novos dados - especialmente os do Fermi - estão favorecendo modelos que produziriam partículas de uma magnitude pelo menos uma ordem mais pesada, na escala de tera eléctron-volts.

Isso não significa apenas que o Fermi, com a capacidade de sondar tal escala de energia, será crucial em detectar a matéria escura, mas também traz implicações para colisores de partículas como o LHC (acrônimo em inglês para grande colisor de hádrons), em Genebra, Suíça. Muitos no LHC esperavam gerar algumas partículas com suas colisões. Mas quanto maior a massa, mais difícil será para o LHC detectá-las.
Se os resultados atuais do Fermi se sustentarem, afirma Hooper, "seja lá o que estiver por trás da matéria escura será muito difícil de ver no LHC".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3772541-EI238,00-Cientistas+podem+desvendar+misterio+da+materia+escura.html

Viajar no tempo? Yes, we can!

Propriedades malucas, mas comprovadas, da Teoria da Relatividade e da Mecânica Quântica fazem com que idas ao futuro e ao passado não sejam só ficção científica.

Vijar no tempo é moleza! Difícil é não viajar no tempo. Note que, enquanto lê esta frase, você está viajando no tempo - mais ou menos dois segundos na direção do futuro, para ser exato.

Ah, aí não vale? Vale, sim. Porque desde que Albert Einstein desenvolvou sua teoria da relatividade sabemos que o tempo não é o pano de fundo no qual se desenrolam os eventos do Universo. Em vez disso, ele é uma dimensão, parecida em essência com as tradiocionais profundidade, altura e largura que todos conhecemos no dia-a-dia.

Da mesma forma que podemos andar de um lado para o outro em uma dimensão espacial, também é possível "caminhar" pelo tempo. Ocorre que, diferentemente do que se verifica nas outras dimensões, no tempo não podemos escolher em que direção avançar. Parece, que estamos presos nesse fluxo, inexoravelmente arrastados rumo ao futuro, num ritmo definido e constante.

Mas será?

A própria teoria de Einstein sugere que há maneiras de manipular esse arrasto e fazer, na prática, o que chamaríamos de viagens não convencionais pelo tempo ou seja, indo de um ponto a outro sem necessariamente ter de passar por todos os pontos entre eles, que é o que nos interessa aqui.

Viajar para o futuro é, na verdade, bem simples. Basta acelerar no espaço para, tchã-rãn!, acelerar no tempo. A relatividade demonstra que, ao corrermos em grande velocidade, algumas coisas estranhas acontecem conosco. Nós basicamente "afinamos" no sentido de movimento, ficamos mais pesados, e o mais importante nessa discussão, o tempo passa mais devagar para nós, de forma muito sutil, mas real.

Sim, acredite se quiser, mas o tempo passa mais devagar para o Rubinho Barrichelo na pista do que para os espectadores na arquibancada (pensando bem, isso talvez explique muita coisa). Só que a diferença, nesse caso, é pentelhesimalmente pequena. Na prática, a diferença é inexistente. Ocorre que, ao viajarmos em ritmos que começam a se comparar à velocidade da luz, essa discrepância começa a se tornar mais notável, dando origem a um exemplo clássico da viagem para o futuro, conhecido como paradoxo de gêmeos.

Imagine dois jovens gêmeos idênticos. Um deles é recrutado para ser astronauta e fazer um vôo experimental em nave da Nasa capaz de atingir 50% da velocidade da luz. Ele parte, vai até Alfa Centauri (a estrela mais próxima do sistema solar, a poucos anos-luz daqui) e volta, numa viagem de 16 anos. Quando retorna, a surpresa: seu irmão gêmeo já é um idoso, à beira da morte, enquanto ele envelheceu apenas o tempo da viagem.

O que aconteceu foi que, enquanto o tempo passava mais devagar para o irmão astronauta, o que ficou na Terra envelhecia no ritmo normal. Daí a discrepância impressionante entre os gêmeos, que pode ser vista, grosso modo, como uma viagem do irmão astronauta rumo ao futuro!

Claro, acelerar uma espaçonave a 50% da velocidade da luz ainda não está ao alcance da Nasa - pelo menos com o orçamento atual da agência espacial americana -, mas não há nada que impeça isso de acontecer. A física dita que a velocidade máxima possível no universo é a da luz (cerca de 300 mil km/s), mas nada versa sobre tudo o que for abaixo disso. Entretanto, a situação se complica muito mais quando falamos em viajar rumo ao passado. Aí a coisa beira mesmo a impossibilidade.

Onde a porca torce o rabo
Há muitos argumentos, de física pesada, que sugerem a inviabilidade de voltar ao passado. Podemos citar, só para começo de conversa, que uma viagem assim violaria as leis de conservação de matéria e energia e que provavelmente exigiria a realização de uma travessia mais rápida que a luz para acontecer.

Entretanto, os cientistas já encontraram, usando a própria Teoria da Relatividade, meios de driblar essas dificuldades e imaginar máquinas do tempo que, pelo menos em princípio, funcionariam.

O principal fenômeno candidato a dar origem a uma máquina do tempo é o buraco de minhoca. Primo exótico do conhecido buraco negro, um buraco de minhoca seria uma espécie de fenda espacial que ligasse dois pontos distantes e descontínuos do espaço-tempo. Caso algo assim pudesse existir, ele conectaria instantaneamente dois lugares potencialmente muito distantes do universo.

Ocorre que, pela Teoria da Relatividade, não é só a velocidade que altera o ritmo da passagem do tempo. A presença de matéria e energia também modifica como o tempo passa. Na prática, estar num avião a 10 km de altitude faz com que o tempo passe mais rápido do que estar no chão - colado a massa da Terra. Ou, em termos ainda mais corriqueiros, se você dormir agarrado ao despertador, a massa agragada poderá permitir que você acorde um tiquinho mais tarde para ir trabalhar.

Ritmos diferentes
Ora, se um buraco de minhoca conectar dois pontos com distribuição diferente de massa, o tempo passará em ritmo diferente nas duas pontas. Portanto, o que era apenas um atalho pelo espaço se torna também um atalho pelo tempo!

Tudo resolvido então? Quase. O único (grande) problema é que, para um buraco de minhoca existir, ele precisa de algo que os físicos chamam de matéria exótica - substância que teria densidade de energia negativa. Desnecessário dizer que os cientistas nunca viram algo parecido, até agora. O que talvez sugere que a natureza "prefira" que essas viagens ao passado nunca ocorram. E por um bom motivo: elas podem gerar paradoxos insolúveis.
A melhor coisa para poder entender esse pedaço é assistir ao clássico filme de Robert Zemeckis, De Volta para o Futuro. Nele, Marty McFly (Michael J. Fox) volta ao passado e quase impede seus pais de se apaixonarem, o que geraria sua inexistência. Mas, se Marty deixasse de existir, não teria como voltar no tempo, e aí seus pais se apaixonariam, e com isso ele voltaria a existir, para voltar no tempo e...você entendeu o tamanho do problema.

No filme, Marty consegue desatar o nó e impedir o paradoxo. Mas os cientistas preferem não correr riscos e imaginar que alguma lei da natureza deva barrar episódios como esse, que eliminariam a clara relação entre causa e efeito, existente no universo. Sintetizando esse pensamento, o famoso físico britânico Stephen Hawking criou o que ele chama de Conjectura de Proteção Cronológica, uma suposta lei física que impediria absurdos como o paradoxo enfrentado por Marty McFly.

Para o físico neozelandês Matt Visser, ela faz todo o sentido. Visser estuda a possibilidade da existência de buracos de minhoca e descobriu que uma quantidade bem pequena de matéria exótica já poderia manter uma dessas passagens abertas. O resultado traz uma perspectiva otimista: em se tratando de uma substância que ninguém nunca viu, quanto menos você precisar melhor. Mesmo assim, ele não acredita realmente que seja possível viajar rumo ao passado. "Eu sou totalmente a favor da Conjectura de Proteção Cronológica e defendo que seja elevada a um Princípio de Proteção Cronológica", afirma o pesquisador.

Fim da história então? Talvez não. Gostem ou não os físicos, há coisas muito estranhas acontecendo na natureza que nos fazem pensar a repeito do tema. Sabemos que, para cada partícula - seja um próton, um nêutron, um elétron, seja qualquer outra -, existe uma antipartícula equivalente: antipróton, antinêutron, pósitron e assim por diante.

O físico americano Richard Feynman, um dos mais brilhantes do século passado, desenvolveu uma série de diagramas para interpretar a ação dessas partículas e antipartículas e fez uma constatação intrigante: as antipartículas se comportam exatamente como se fossem partículas, só que viajando no sentido contrário do tempo - como se estivessem caminhando do futuro para o passado.

Será que elas realmente estão fazendo isso? Ou é apenas um efeito bizarro da física quântica? as perguntas seguem sem resposta definitiva da parte da ciência. Mas é claro que, mesmo que partículas possam viajar para trás no tempo (assim como aparecer e desaparecer do nada), isso não quer dizer que Marty McFly ou seu amigo inventor, o Dr. Emmett Brown, possam.

Fonte: Revista Superinteressante

Ah, eu sei que ler branco no preto é um saco, mas se você usar o IE 7.0 com a fonte true type ativada, fica bem melhor.

Novo planeta poderia abrigar vida, dizem astrônomos


Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e assim de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente. "O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.

Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias. "Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.

O Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido. Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.

"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta. "É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.

"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".

Autor: Kate Ravilious

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3737533-EI238,00-Novo+planeta+poderia+abrigar+vida+afirma+astronomo.html

Cientistas anunciam avanço em criação de "manto da invisibilidade"


Dispositivo de silício 'curva' trajetória da luz para esconder objetos.

Cientistas americanos conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de "capa de invisibilidade", que torna objetos tridimensionais invisíveis sob luz infra-vermelha. O manto criado pela equipe, do formato de um lenço com vários buracos, foi capaz de cobrir um objeto dando a impressão visual de que não estaria cobrindo objeto algum. Segundo os cientistas, o "manto de invisibilidade" cancela a distorção produzida pelo volume do objeto que é escondido debaixo dela ao "curvar" a luz em volta deste volume, como água em volta de uma pedra, e, com isso, criar a ilusão de uma superfície lisa.

Os cientistas afirmam que conseguiram um avanço importante em relação a estudos anteriores pelo fato de não terem usado metais no manto. Em 2006, uma equipe de cientistas britânicos e americanos testou uma versão anterior de um "manto de invisibilidade" em laboratório. O "manto" - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objeto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

Os cientistas, desta vez, também usaram um dielétrico - um material isolante - que absorve menos luz. Neste projeto trabalharam Michal Lipson e sua equipe na Universidade Cornell, e o professor de engenharia mecânica da Universidade de Berkeley, Xiang Zhang e uma das equipes descreveu o processo na revista especializada Nature Materials. "Basicamente, estamos transformando uma linha reta de luz em uma linha curva em volta da capa, então você não percebe qualquer mudança em seu caminho", explicou Zhang. "Metais introduzem perda (de luz), ou reduzem a intensidade da luz", acrescentou o professor. Esta perda de luz pode levar a manchas escuras quando se coloca a capa sobre um objeto.

De acordo com Zhang, o uso do silício nesta capa, um material que absorve pouca luz, foi uma "grande evolução". Segundo o professor Zhang a capa "muda a densidade local" do objeto que cobre. "Quando a luz passa do ar para a água, ela se curva, devido à densidade ótica, ou índice de refração", disse o professor à BBC. "Então, ao manipularmos a densidade ótica de um objeto, podemos mudar o caminho da luz de uma linha reta para qualquer outro caminho que escolhermos." O novo material consegue este feito devido aos minúsculos furos, perfurados estrategicamente em uma folha de silício.

A equipe de Zhang conseguiu decidir qual o perfil do objeto escondido alterando a densidade ótica com os furos. "Em algumas áreas vamos perfurar muitos furos e, em outras, eles são bem mais escassos. Onde há mais furos, há mais ar do que silício, então a densidade ótica do objeto é reduzida", afirmou Zhang. "Cada furo é muito menor do que o comprimento de onda da luz. Então a luz ótica não 'vê' um furo - apenas vê uma espécie de mistura de ar com silício. Então, no que diz respeito à luz, nós conseguimos ajustar a densidade do objeto."

O professor destacou que o "manto de invisibilidade" que ele e sua equipe criaram é muito pequena, apenas alguns milésimos de milímetro de lado a lado. Mas existem usos até para uma "capa de invisibilidade" deste tamanho. Este dispositivo pode ser usado, por exemplo, na indústria eletrônica, para esconder falhas em cópias complexas ou em "máscaras", espécie de plantas que determinam como o processador deve ser. "Isto pode significar uma economia de milhões de dólares para a indústria. Poderia permitir que eles corrigissem falhas ao invés de produzir novas máscaras", afirmou Zhang.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-anunciam-avanco-em-criacao-de-manto-de-invisilibade,363996,0.htm

Especialistas planejam defesa planetária contra um asteróide


É bastante pequeno - as últimas observações indicam que mede cerca de 270 metros -, mas o asteróide Apofis poderia causar uma catástrofe de grandes proporções e conseguiu galvanizar os esforços de cientistas e engenheiros de muitos países para defender a Terra das ameaças que vêm do espaço.

Ouvindo-os no Congresso de Defesa Planetária, que reuniu 180 deles em Granada (sul da Espanha), pode parecer que se preparam para uma guerra: falam de ameaças, de que há muitos inimigos lá fora e da necessidade de que os seres humanos tomem consciência do risco constante a que estão submetidos.

Mas basicamente demonstram o nascimento e rápido desenvolvimento de uma nova área de pesquisa, especialmente adequada para a cooperação internacional, que busca seu lugar entre as ciências espaciais. O astronauta espanhol Pedro Duque diz claramente: "É uma nova era; o risco é real e agora é mensurável, e temos a tecnologia para detectá-lo e tentar evitar suas consequências".

O Apofis, descoberto em 2004, se aproximará muito da Terra daqui a 20 anos, em 13 de abril de 2029, mas por enquanto o risco de impacto dessa aproximação é nulo. No entanto, como passará na altura da órbita geoestacionária (36 mil km, menos de um décimo da distância da Lua), teme-se que a perturbação gravitacional o situe então em rota de colisão com nosso planeta em 13 de abril de 2036.

A probabilidade de colisão é de 1 para 45 mil e há muitos fatores pouco conhecidos para se afirmar alguma coisa, mas mesmo que passe ao largo em 2036, como seguramente o fará, o Apofis já é o asteroide mais acompanhado e estudado da história, o catalisador de esforços internacionais sem precedentes para se enfrentar as ameaças espaciais.

A pedido do Congresso dos EUA, a Nasa tentou detectar os asteroides potencialmente perigosos (que se aproximam da Terra) de mais de um quilômetro de diâmetro, e após dez anos dá o trabalho praticamente por terminado. Agora os especialistas indicam que chega a hora de detectar os maiores de 140 metros, que, como o Apofis (único dos mais de mil asteroides potencialmente perigosos detectados que apresentam um risco apreciável de impacto), também podem causar muito dano.

No entanto, Don Yeomans, encarregado da questão na Nasa, explica que há pouco dinheiro para fazer isso e que é necessária a cooperação internacional. São da mesma opinião o astrofísico Rafael Rodrigo, presidente do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), e Jean-Michel Contant, da Academia Internacional de Astronáutica, também presentes no congresso.

O Apofis está hoje perto demais do Sol para ser observado. Segundo Jon Giorgini, do Laboratório de Propulsão a Jato, as observações ópticas poderão ser retomadas no final de 2010 e as de radar em 2013, mas é muito possível que não se consiga saber a probabilidade de impacto para 2036 até que chegue 2029, quando o asteroide será visível da Terra sem instrumentos. Então se conhecerá sua massa, sua velocidade de rotação, sua forma e suas características técnicas, e será possível avaliar a influência em sua trajetória de sua passagem pela Terra. Resta muito tempo, e mudanças físicas muito pequenas podem produzir mudanças muito grandes no mundo, lembra Giorgini.

Prever aproximações perigosas como a do Apofis é só o primeiro passo. Os especialistas indicam a necessidade de ter missões espaciais preparadas para tentar desviar os asteroides. Estão divididos sobre a conveniência de se utilizar a energia nuclear, mas é uma opção.

"Há três tipos de missões possíveis, sempre para empurrar o asteroide e desviá-lo, e não para destruí-lo, o que seria ainda pior", explica Duque. São uma explosão nuclear próxima, um veículo que o empurre (trator gravitacional) e um impacto direto. Desse último tipo é o Projeto Don Quijote da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês), ainda sem financiamento.

Na Deimos, a empresa espanhola que concebeu o Don Quijote, o estão adaptando para mandar um orbitador a Apofis, uma sonda que se aproximará e será colocada em órbita dele para conhecer melhor sua trajetória e outras características. "Poderia sair em 2015 e chegar em 2017, explica o responsável, Juan Luis Cano. Se a ESA aprovar a missão, seria de demonstração tecnológica mais que científica e deveria ter um custo baixo. Por enquanto não flui o dinheiro que os especialistas espaciais consideram necessário, mas esperam que na medida em que o Apofis se aproximar aumente a consciência social e política e se possam fazer inclusive missões de demonstração a outros asteroides não perigosos.

O ruim é que seja tarde demais. Também para isso se preparam os cientistas. Calculam as consequências dos impactos de asteroides de diversos tamanhos e concluem que mesmo um pequeno (entre 30 e 50 m de diâmetro, como o de Tunguska, na Sibéria) poderia destruir uma cidade, mas que se algum de tamanho maior cair no oceano o tsunâmi resultante teria consequências muito piores.

fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/04/30/ult581u3205.jhtm

Novas descobertas questionam extinção dos dinossauros


O impacto de um grande asteróide ocorrido há 65 milhões de anos era a teoria que melhor explicava a extinção em massa dos dinossauros. No entanto, descobertas recentes no local do impacto mostram que o choque do objeto ocorreu antes do desaparecimento das espécies e pode significar uma mudança na teoria atual.

A cratera deixada pelo impacto, batizada de Chicxulub, mede aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro e foi descoberta em 1978 ao norte de Yucatán, no Golfo México. Assim que os especialistas descobriram traços do impacto logo abaixo da camada geológica correspondente ao período cretáceo-terciário, chamado período K-T, identificaram o local como o do possível choque responsável pela extinção em massa ocorrido neste período.


Novo Estudo

No entanto, diversos cientistas questionam essa interpretação. De acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira pelo periódico Journal of the Geological Society, o impacto de Chicxulub não ocorreu no período K-T, mas pelo menos 300 mil anos antes. A conclusão é de um grupo de pesquisadores liderados por Gerta Keller, da universidade de Princeton e seu colega Thierry Adatte, da universidade de Lausanne, na Suíça.

De acordo com Richard Lane, da Fundação Nacional de Ciência, NSF, dos EUA, Keller e seus colegas continuam a acumular dados que permitirão uma nova reflexão sobre a extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Os dados coletados até agora mostram que a grande extinção pode não estar ligada ao impacto do asteróide.

Os estudos feitos próximos à localidade de El Penon mostram que entre quatro e nove metros de sedimentos foram depositados à razão de dois a três centímetros a cada mil anos após o impacto. Segundo Keller, o nível da extinção se localiza somente nos sedimentos acima desse intervalo, indicando que os dois eventos não ocorreram próximos no tempo.


Teoria Atual

Os defensores da teoria atual sugerem que a cratera e a extinção em massa não aparecem nos mesmos registros sedimentários devido aos terremotos e tsunamis que provavelmente ocorreram após o impacto, mas a tese é refutada por Keller. "O problema com essa interpretação é que o complexo do arenito estudado não foi depositado algumas horas ou meses após o impacto, mas durante um longo período de tempo", explicou a cientista.

O estudo também constatou que os sedimentos que separam os dois eventos têm características normais de sedimentação, com túneis criados por criaturas que habitam leito do oceano, erosão e transporte de sedimentos, mas nenhuma evidência de perturbação da estrutura sedimentar. Além disso, os cientistas também encontraram evidências de que o evento de Chicxulub não teve o impacto na biodiversidade como sugerido até agora.

Na localidade de El Penon, por exemplo, os pesquisadores encontraram 52 espécies presentes nos sedimentos abaixo da camada do impacto e contaram as mesmas 52 espécies nas camadas superiores. "Descobrimos que nenhuma espécie foi extinta como resultado do choque", disse Keller.


Erupções Vulcânicas

No entender de Keller a conclusão não deve provocar grandes surpresas. "Afinal, nenhuma outra extinção em massa está associada a um impacto, além disso, não se conhece nenhuma outra cratera gigante que pode ter provocado uma grande extinção".

Descartando a possibilidade do impacto de Chicxulub ter provocado a extinção dos dinossauros, Keller acredita que o evento tenha sido provocado por violentas erupções vulcânicas ocorridas em Deccan Traps, na Índia, que liberaram grandes quantidades de poeira e gases que bloquearam a luz e amplificaram significativamente o efeito estufa.

Fonte: http://www.apolo11.com/destaque.php

Clonagem humana em curso?


Londres, BR Press- Especializado em reprodução humana, o Dr. Panayiotis Zavos se deixou filmar realizando o que assume ser a primeira clonagem de seres humanos. O vídeo e os detalhes da experiência foram veiculados nesta quarta (22/04), pelo jornal inglês The Independent.

Onze dos 14 clones foram injetados em úteros de mulheres que esperavam ansiosamente por uma gravidez que não chegou a se viabilizar. Mas além de quebrar um tabu universal, Panayiotis Zavos desafia a lei britânica, onde é um crime clonar embriões humanos, e de muitos outros países.

Secreto

O trabalho foi realizado num laboratório secreto cujo local não foi revelado, mas que o jornal suspeita ser no Oriente Médio, onde a clonagem é permitida. Dr Zavos, um cipriota naturalizado americano, está realizando esta experiência com clientes britânicos, americanos e de um país não especificado do Oriente Médio.

Dr. Zavos declarou que, apesar da inviabilidade de gravidez, este é apenas o "primeiro capítulo" nas complexas e longas tentativas de produzir bebês clonados das células da pele de seus "pais". "Não há dúvida de que o bebê clonado será uma realidade", disse. "E isso pode acontecer em até dois anos, mas não estamos sob pressão para dar ao mundo bebês clonados, mas bebês clonados saudáveis".

Apesar dos protestos da comunidade científica para que a mídia britânica não dê espaço para Dr. Zavos, depois de cinco anos de silêncio, ele aparece agora fazendo estardalhaço com casos de casais inférteis os quais ele acredita estar ajudando utilizando a mesma técnica usada para criar Dolly, a primeira ovelha clonada do mundo, em 1996.

Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/s/22042009/11/saude-clonagem-humana-curso.html

Astrônomos descobrem que a Via Láctea tem sabor framboesa


Astrônomos, que estudaram uma gigante nuvem de poeira estelar, no coração da Via Láctea, acreditam que a estrutura pode ter gosto de framboesa.

Cientistas do Instituto Max Planck de Radio Astronomia, em Bonn, na Alemanha, estavam procurando por evidências da existência de aminoácidos no espaço. Os aminoácidos são a forma básica pela qual a vida é criada. No entanto, mesmo falhando em localizar os aminoácidos, eles encontraram uma substância parecida com o metanoato de etila, o responsável químico pelo sabor das framboesas.

Os astrônomos usaram o telescópio IRAM, na Espanha, para analisar a radiação emitida por uma região densa e quente de Sagitário, que cerca uma estrela recém nascida. A radiação da estrela é absorvida pelas moléculas que flutuam pela nuvem de gás que, então, emite novamente diferentes energias, dependendo da molécula.

Mas esta é uma parte da galáxia que você não vai querer lamber. Assim como encontraram a substância do gosto de framboesa, os cientistas descobriram evidências da presença de cianeto de propila, uma substância letal, na mesma nuvem. As duas moléculas são as maiores descobertas no espaço aberto.

O astrônomo Arnauld Belloche brinca: “O metanoato de etila realmente é o responsável pelo gosto de framboesa. Mas apenas a presença dele em uma nuvem não faz com que seja possível a existência de framboesas espaciais. Precisa-se de mais substâncias”.

No ano passado, a mesma equipe de cientistas chegou perto de descobrir aminoácidos no espaço – eles descobriram uma molécula usada para “fazê-los”, chamada amino-acetonitrila. Anteriormente, eles também descobriram mais moléculas espaciais, como álcool, ácidos e aldeídos.

Fonte
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/howaboutthat/5191040/Astronomers-find-Milky-Way-could-taste-of-raspberries.html
http://hypescience.com/astronomos-descobrem-que-a-via-lactea-pode-ter-sabor-de-framboesa/

Andarilho robótico de DNA imita o sistema de transporte das células


Cientistas utilizaram moléculas de DNA para criar um andarilho robótico bípede capaz de caminhar de forma autônoma, imitando o sistema de transporte que funciona no interior das células.

O andarilho de DNA não é exatamente um nanorrobô, mas um sistema de acionamento ou motorização que poderá vir a acionar um nanorrobô.


Motores moleculares sintéticos

Ele funciona apenas em condições extremamente controladas de laboratório, mas o feito representa um passo importante rumo à criação de motores moleculares sintéticos de maior complexidade.

Os cientistas esperam que, um dia, nanorrobôs acionados por esses motores moleculares sintéticos possam ser capazes de ajudar a combater doenças e aplicar medicamentos no interior do corpo humano diretamente nos pontos onde eles são necessários, evitando todos os efeitos colaterais principalmente das quimioterapias atuais.


Componentes da vida

Em toda a sua complexidade, a vida tem dois componentes que interessam muito aos cientistas que pesquisam a possibilidade de construir robôs microscópicos: o DNA, que contém as instruções para a produção das proteínas, moléculas extremamente complexas, e tipos específicos de proteínas, como a quinesina, que funcionam como motores moleculares, uma parte essencial no sistema de transporte dos compostos químicos necessários à vida.

Na natureza, fitas de DNA, cada uma contendo quatro moléculas - ou bases - "procuram" por outras fitas cujas bases se equivalem para formar a conhecida molécula de DNA, em formato de parafuso. Esse processo natural é chamado pelos cientistas de automontagem, porque a construção da estrutura final não depende da atuação de processos externos.


Combustível e trilho de DNA

O que os cientistas das universidades de Nova Iorque e Harvard, ambas nos Estados Unidos, fizeram agora foi usar duas fitas de DNA para funcionarem como o combustível que empurra o robô andarilho sobre um trilho formado por outra fita de DNA.
O robô andarilho move-se para a frente porque novos pares de bases são formados a cada passo, um processo que cria a energia necessária para o movimento.

Robôs andarilhos de DNA já demonstrados anteriormente, que também andavam sobre trilhos formados por moléculas de DNA, não funcionavam de forma autônoma, exigindo que mais "combustível" fosse injetado no sistema a cada passo. Mas era difícil sincronizar seus passos e eles rapidamente "descarrilavam."

O motor de DNA agora demonstrado forma ele próprio novas pares de DNA necessárias ao seu movimento à medida que caminha. Simultaneamente, as fitas de DNA que atuam como combustível fazem o motor molecular conectar-se à trilha e liberar suas pernas, permitindo o movimento coordenado em passos autônomos e consecutivos.

A trilha de DNA, por onde o andarilho molecular caminha, mede 49 nanômetros. A
distância de 49 nanômetros está para 1 metro, assim como 1 metro está para o diâmetro da Terra.

Para conhecer outra pesquisa que utiliza moléculas de DNA para criar motores moleculares, veja Motores moleculares de DNA vão impulsionar nanorrobôs e Biocomputadores moleculares implantáveis poderão revolucionar a Medicina.

Fonte: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=andarilho-robotico-de-dna-imita-o-sistema-de-transporte-das-celulas&id=010180090421

Descoberto primeiro planeta extra solar parecido com a Terra


O astrônomo Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), participou na descoberta do mais pequeno planeta extrassolar conhecido, com menos de duas vezes o tamanho da Terra, anunciou hoje fonte da instituição.

Designado Gliese 581e, este planeta tem pouco mais que 1,9 vezes a massa da Terra e é o mais pequeno planeta extrassolar até agora descoberto e também o mais semelhante à Terra, revelou a mesma fonte.

Nuno Cardoso Santos está integrado na equipe de astrofísicos que fez esta descoberta, liderada pelo astrônomo suíço Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

O planeta agora descoberto gira à volta da estrela Gliese 581 (GJ 581), situada a 20,5 anos-luz, na direção da constelação da Balança.

Nesta estrela já era conhecido um sistema planetário com um 'Netuno' (GJ 581b) e duas 'super-Terras' (GJ 581c, GJ 581d).

Esta mesma equipe de investigadores também determinou com maior precisão os parâmetros orbitais destes planetas, concluindo que o planeta Gliese 581d se encontra na zona de habitabilidade da estrela, ou seja, a região em torno da estrela com as condições necessárias para que permita a existência de água líquida em um planeta do seu sistema.

O professor Michel Mayor considera que "o Santo Graal da atual procura de planetas extrassolares é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra e dentro da zona de habitabilidade da respectiva estrela, fator essencial para o desenvolvimento de vida". "A descoberta deste novo planeta demonstra que o sonho de encontrar novas Terras está cada vez mais próximo. Com a experiência adquirida e os excelentes resultados obtidos, estamos convictos que a nova geração de detectores, como o ESPRESSO, nos permitirá ir mais longe", disse Nuno Cardoso Santos.

O ESPRESSO é um novo detector que está sendo desenvolvido para o observatório VLT (ESO - European Southern Observatory), projecto no qual o CAUP participa.

Os resultados agora apresentados resultam de mais de quatro anos de observações, usando o mais produtivo caçador de planetas extrassolares de pequena massa, o espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio 'ESO 3.6-m', em La Silla (Chile).

Com a descoberta do Gliese 581e, este sistema planetário passa a contar com quatro planetas conhecidos, sendo as respectivas massas equivalentes a 1,9 (GJ 581e), 16 (GJ 581b), cinco (GJ 581c) e sete (GJ 581d) massas terrestres.

O planeta GJ 581e necessita apenas de 3,15 dias para completar uma órbita em torno da sua estrela.

Xavier Bonfils, do Observatório de Grenoble (França) disse a propósito desta descoberta que "este é o menor dos planetas extrassolares detectados e é muito provavelmente rochoso".

Estes planetas foram descobertos através da medição das ínfimas deslocações da estrela causadas pela força de gravidade dos planetas à medida que giram à sua volta.

O primeiro planeta extrassolar foi descoberto em 1995, em redor da estrela Pegasus e foi denominado Pegasus 51b.

"A massa do Gliese 581e é 80 vezes menor do que a do planeta e Pegasus 51b. Trata-se de um progresso fabuloso em apenas 14 anos", afirma Michel Mayor.

Fonte: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=5488

Baixa atividade do Sol intriga astrônomos


O sol passa por um de seus períodos mais quietos por quase um século, praticamente sem manchas solares (explosões na atmosfera solar) e emitindo poucas chamas.

A observação da estrela mais próxima da Terra está intrigando os astrônomos, que estão prestes a estudar novas imagens do sol captadas no espaço na Reunião Nacional de Astronomia do Reino Unido.

O sol normalmente passa por ciclos de atividade de 11 anos. Em seu pico, ele tem uma atmosfera efervescente que lança chamas e "pedaços" gasosos super quentes do tamanho de pequenos planetas. Depois deste pico, o astro normalmente passa por um período de calmaria.

Esperava-se que o sol voltasse a esquentar no ano passado depois de uma temporada de calmaria. Mas em vez disso, a pressão do vento solar chegou ao seu nível mais baixo em 50 anos, as emissões radiológicas são as mais baixas dos últimos 55 anos e as atividades mais baixas de manchas solares dos últimos 100 anos.

Segundo a professora Louise Hara, do University College London, as razões para isso não estão claras e não se sabe quando a atividade do sol vai voltar ao normal.

"Não há sinais de que ele esteja saindo deste período", disse ela à BBC News.

"No momento, há artigos científicos sendo lançados que sugerem que ele vai entrar em um período normal de atividade em breve."

"Outros, no entanto, sugerem que ele vai passar por outro período de atividades mínimas - este é um grande debate no momento."


Mini era do gelo

Em meados do século 17, um período de calmaria - conhecido como Maunder Minimum - durou 70 anos, provocando uma "mini era do gelo".

Por isso, alguns especialistas sugeriram que um esfriamento semelhante do sol poderia compensar os efeitos das mudanças climáticas.

Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de Southhampton, isso não é tão simples assim.

"Quisera eu que o sol estivesse vindo a nosso favor, mas, infelizmente, os dados mostram que não é esse o caso", disse ele.

Lockwood foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar que a atividade do sol vinha decrescendo gradualmente desde 1985, mas que, apesar disso, as temperaturas globais continuavam a subir.

"Se você olhar cuidadosamente as observações, está bem claro que o nível fundamental do sol alcançou seu pico em cerca de 1985 e o que estamos vendo é uma continuação da tendência para baixo (na atividade solar), que vem ocorrendo há cerca de duas décadas."

"Se o enfraquecimento do sol tivesse efeitos resfriadores, já teríamos visto isso a esta altura."


Meio termo


Análises de troncos de árvores e de camadas inferiores de gelo (que registram a história ambiental) sugerem que o sol está se acalmando depois de um pico incomum em sua atividade.

Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há uma oscilação solar que dura centenas de anos.

Ele sugere que 1985 marcou o pico máximo deste ciclo de longo prazo e que o Maunder Minimum marcou seu ponto mais baixo.

Para ele, o sol agora volta a um meio termo depois de um período em que esteve praticamente no topo de suas atividades.

Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) mostram que as temperaturas globais subiram em média 0,7 C desde o início do século 20.

As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem entre 1,8 C e 4 C até o fim deste século.

Ninguém sabe ao certo como funciona o ciclo e altos e baixos na atividade solar, mas os astrônomos se veem, agora, graças a avanços tecnológicos, em uma posição privilegiada para estudar o astro-rei.

Segundo o professor Richard Harrison, do Laboratório Rutheford Appleton, em Oxfordshire, este período de quietude solar dá aos astrônomos uma oportunidade única.

"Isso é muito animador, porque como astrônomos nunca vimos nada assim em nossas vidas", disse ele.

"Temos uma sonda lá no alto para estudar o sol com detalhes fenomenais. Com esses telescópios podemos estudar esta atividade mínima de um modo que nunca fizemos no passado."

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/04/21/ult2282u1659.jhtm

Explosão de estrela causou extinção em massa na Terra

Uma brilhante detonação de rios gama pode ter causado um evento de extinção em massa na Terra 440 milhões de anos atrás - e catástrofe celestial semelhante poderia acontecer de novo, de acordo com um novo estudo.

A maior parte das detonações de raios gama, de acordo com os cientistas, são feixes de energia de alta radiação produzidos quando acontece o colapso de uma imensa quantidade de de massa, como a explosão de uma estrela maciça.

O estudo apresentado por um novo modelo de computador segundo o qual um feixe de raios gama dirigido à Terra, partindo de uma distância de até 6,5 mil anos-luz, poderia ter causado desgaste na camada de ozônio, provocando chuva ácida e iniciando um período de resfriamento global.

Um desastre como esse poderia ter sido responsável pela extinção em massa de até 70% das criaturas marinhas que viviam durante o Período Ordoviciano (de 488 milhões a 443 milhões de anos atrás), sugere o diretor científico do estudo, o astrofísico Brian Thomas, da Universidade Washburn, no Kansas.

A simulação também demonstra que mais ou menos uma vez a cada bilhão de anos uma detonação de raios gama de escala significativa pode acontecer ao alcance da Terra, ainda que os feixes de radiação precisariam estar alinhados de uma maneira muito específica para que atingissem o planeta. No momento, a WR104, uma estrela maciça a oito mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, está em posição que a torna potencialmente ameaçadora, disse Thomas.

Mas o estudo, que foi submetido ao Jornal Internacional de Astrobiologia, não está necessariamente causando pânico entre os demais astrofísicos.

"Certamente não há nada de errado em estudar o que uma detonação de raios gama poderia causar, se acontecesse perto o bastante de nós, como fez o autor deste trabalho. É assim que a ciência funciona", disse David Thompson, astrofísico da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e vice-diretor de projeto no Telescópio Espacial Fermi, que opera na banda dos raios gama.

Mas Thompson compara o risco de uma futura detonação de raios gama para a Terra com "o perigo que eu correria de encontrar um urso polar dentro do meu armário em Bowie, Maryland". "Não é que não possa acontecer, mas é tão improvável que não vale muito a pena se preocupar com isso", acrescentou.


Danos persistentes

Adrian Melott, antigo orientador do autor do estudo, foi o primeiro a propor, em 2004, que uma detonação de raios gama perto da Terra teria eliminado a vida no Período Ordoviciano. Desde então, os dois pesquisadores vêm trabalhando com aspectos diferentes desse enigma.

De acordo com seus mais recentes modelos, a radiação gama de uma detonação próxima extirparia rapidamente a maior parte da camada de ozônio que protege a Terra, permitindo que mais radiação ultravioleta do sol atingisse a superfície do planeta.

Em prazo mais longo, as reações químicas na atmosfera produziriam gases escuros, com base em nitrogênio, que bloqueariam o calor do sol e deflagrariam o aquecimento global, enquanto os raios gama continuariam a desbastar a camada de ozônio e permitir maior entrada de raios ultravioleta, sugerem os autores.

Parte dessa poluição se precipitaria sobre a superfície na forma de uma devastadora chuva ácida, capaz de causar severas perturbações a ecossistemas.

A atmosfera conseguiria se recuperar em uma década, e uma alta nos danos ao DNA causados pela exposição ampliada à radiação ultravioleta poderia desaparecer dentro de alguns meses ou anos, apontam os pesquisadores. Mas os demais impactos biológicos, a exemplo da produtividade reduzida dos oceanos- poderiam persistir por período desconhecido, disse Thomas.


O problema com os trilobitas

Bruce Lieberman, paleontologista da Universidade do Kansas, ajudou a desenvolver a teoria inicial sobre a extinção no ordoviciano, mas não é co-autor dos trabalhos mais recentes.

A idéia prevalecente é a de que uma era glacial causou o evento de extinção, ele diz, mas questiona que essa hipótese explique todos os acontecimentos. "Houve outros momentos nos quais aconteceram eras glaciais sem extinções em massa", ele diz.

Além disso, a era glacial do ordoviciano foi comparativamente curta, durando apenas 500 mil anos antes que o clima retornasse a um ciclo quente - quase como se algo de incomum tivesse deflagrado o frio.

Até agora, Thomas e Melott conseguiram descobrir um padrão de radiação ultravioleta mais elevada durante a extinção do ordoviciano que poderia se equiparar a um bombardeio cósmico por sobre o Polo Sul. E Lieberman acredita que o desaparecimento dos trilobitas, artrópodes extintos aparentados aos caranguejos, possa estar vinculado ao evento do ordoviciano.

Ainda que a maioria dos trilobitas vivesse no lodo do fundo do oceano, os jovens de algumas de suas espécies tinham um estágio de vida que os levava a flutuar em águas rasas, o que os tornaria vulneráveis à radiação ultravioleta.

Mas como Thompson, da Nasa, Lieberman acrescenta que a preocupação quanto a uma futura detonação de raios gama "não é algo que me faça perder o sono".

Em lugar disso, ele aprecia o novo trabalho por apontar que a Terra é uma parte vulnerável do cosmos. "Isso nos oferece uma nova perspectiva sobre coisas como a seleção natural e a adaptação", diz.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3710041-EI238,00-Explosao+de+estrela+causou+extincao+em+massa+na+Terra.html

O futuro da aviação















Imagens:
Flight Global 1: 

Cinco mentiras disfarçadas de ciência


Repassando a pedido do próprio autor.

O Sol nasce sempre no Leste

O correto é dizer que Sol nasce “do lado leste”. Mas não exatamente no ponto cardeal leste.

Isso se deve ao fato de que o eixo de rotação da Terra tem uma inclinação em relação ao plano orbital. A percorrer a trajetória elíptica ao redor do Sol, sem mudar esta inclinação, a região do planeta mais iluminada pelo Sol vai mudando para cada época do ano. E é por isso que temos as estações do ano que são alternadas em cada hemisfério da Terra.

Na prática o Sol faz um bamboleio ao redor do ponto cardeal leste. A rigor o Sol nasce exatamente a leste nos dois equinócios (21 de março e 23 de setembro). Em 21 de março o Sol está "caminhando" para o norte e estamos indo para o inverno. Em 22 de junho temos a noite mais longa do ano no hemisfério sul e o Sol encontra-se mais afastado do ponto cardeal leste, a noroeste. Em 23 de setembro o Sol "caminha" para o sul e estamos indo para o verão no nosso hemisfério. Em 22 de dezembro o Sol estará mas afastado do ponto cardeal leste, agora a sudeste e teremos a noite mais curta do ano. Para melhor visualizar a ideia, veja a simulação abaixo para a minha latitude de 23 graus sul. A linha vermelha marca o ponto cardeal leste.


O Cruzeiro do Sul sempre aponta para o Sul

A Constelação do Cruzeiro do Sul fica próxima ao pólo sul celeste, ponto imaginário onde o eixo (também imaginário) de rotação da Terra “toca a esfera celeste” (esfera também imaginária onde as estrelas e os planetas parecem estar grudados). E haja imaginação! A figura abaixo ajuda um pouco nesta arte de ver com o cérebro!
Logo, enquanto a Terra gira ao redor de si mesma, a uma taxa de 1 volta (360 graus) por dia (24h), vemos toda a Constelação do Cruzeiro do Sul (e todo o resto dos objetos no céu) girar ao redor do pólo sul celeste a uma taxa de 15 graus/h (360 graus/24 h). Para o Cruzeiro do Sul e qualquer outra constelação circumpolar o efeito é bem notável! Numa foto de longa exposição (como esta logo abaixo) registramos o movimento de rotação da esfera celeste ao redor do pólo sul celeste.
Por causa desta rotação a “cruz” pode aparecer “em pé”, “deitada” ou “inclinada”. Pode, enfim, estar em qualquer posição dependendo do dia do ano e da hora e, portanto, apontar para qualquer lugar, até mesmo para cima (ou para o espaço no referencial da Terra)! Quando está de "ponta-cabeça" normalmente está abaixo do horizonte. Veja nas simulações abaixo a posição do Cruzeiro do Sul para hoje às 18h, "deitado", e às 24h, "em pé".

Então , por que falam tanto que o Cruzeiro do Sul serve para nos mostrar o sul? Isso fica para um outro post, tá? Mas é mentira das boas que o Cruzeiro do Sul sempre aponta para o sul! Na simulação acima, para às 18 h, fica bem claro que o Cruzeiro não está apontando para o sul (S)!


A Lua Cheia nasce enorme no horizonte

Quando vemos a Lua Cheia no horizonte sempre ficamos com a sensação de que ela é enorme. Assim aparece nos filmes. Da mesma forma nos desenhos. Mas trata-se apenas de uma ilusão de óptica!
A Lua Cheia, no horizonte, numa comparação visual simples com casas, edifícios, montanhas e outros elementos da paisagem, parece ser realmente enorme. Mas não é.
Daqui da Terra vemos o disco lunar com apenas 0,5 grau aproximadamente. Muito pouco comparado a um círculo completo que tem 360 graus!
Quer fazer uma experiência simples, porém bastante conclusiva? Estique o braço, com o dedo indicador para cima. A largura do dedo indicador, para seus olhos, será em torno de 1 grau. Claro que isso pode variar de pessoa para pessoa mas, em média, dá bem próximo de 1 grau.
Assim, o dedo indicador na posição descrita deverá cobrir o equivalente a duas Luas Cheias! Espere a próxima Lua Cheia e faça você mesmo o teste. E verá como Lua Cheia aparentemente enorme some atrás do seu dedo indicador. Lua Cheia enorme no horizonte é outra mentira!


No espaço a gravidade é zero


Na ISS, a Estação Espacial Internacional, por exemplo, os astronautas ficam “flutuando”. Toda vez que vemos cenas dos astronautas eles parecem ser tão leves quanto plumas. Logo a conclusão (erradíssima!) é de que a gravidade no espaço é zero.
Mas pense comigo: quem é que prende a ISS na Terra? É a gravidade terrestre, não é? Então por que esta gravidade mantém a ISS presa na sua órbita ao redor do planeta mas deixa de atrair os astronautas? Seria a gravidade seletiva? Ela só atrai “quem ela quer”?

Segundo a Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton, a gravidade decresce com o inverso do quadrado da distância ao centro do corpo que a provoca. Logo, será de fato nula somente a distâncias infinitas do corpo central. A ISS está a apenas uns 400 km afastada da superfície da Terra e, portanto, um pouco menos do que 7.000 km do centro da Terra. Muito pouco para a gravidade ser nula. Na verdade a gravidade terrestre lá na ISS vale mais ou menos uns 8,5 m/s². Bem diferente de zero e só um pouco menor do que o valor aqui na superfície que é de 9,8 m/s².!

Então por que os astronautas flutuam? Lamento dizer mas, na verdade, não flutuam. Eles estão em órbita o redor da Terra o que na prática é como estar em um elevador cujo cabo arrebentou e está caindo em queda livre. Como a nave e todo o seu conteúdo "caem" com a mesma aceleração, existe uma sensação de flutuação. Mas é só uma sensação de gravidade zero, uma ilusão mecânica capaz de enganar até mesmo os nossos sentidos. Por isso dizer que a gravidade no espaço é zero é outra mentira que assassina a boa Física!


O atrito sempre atrapalha

E é por isso mesmo que o atrito deve ser eliminado ou pelo menos minimizado. Certo?

Errado! Outra bobagem. É fato que muitas vezes o atrito dificulta as coisas. Todos sabemos que temos que colocar óleo lubrificante no motor de um automóvel para diminuir o atrito entre as suas partes internas móveis e evitar superaquecimento, o que poderia até fundir o motor (derreter e grudar as suas partes internas). Neste exemplo o atrito é mesmo prejudicial.

Quando vamos fazer faxina e temos que arrastar móveis pela casa sabemos que o atrito não é parceiro. Ele joga contra e dificulta as coisas. Aqui também temos um outro exemplo de atrito que atrapalha.

No entanto, quando andamos, empurramos o chão para trás por atrito com a superfície de contato com a sola do sapato. E o chão, por sua vez, nos empurra para frente, novamente por atrito. É o que chamamos de Ação/Reação, outra herança das fantásticas ideias de Sir Isaac Newton.

Um automóvel também precisa empurrar o chão para trás para ser empurrado de volta para frente e conseguir se mover. Com pouco atrito entre o pneu e o solo o carro pode simplesmente patinar e não sai do lugar. É exatamente o que acontece quando um carro atola na lama.

Entendeu como nesses dois casos (uma pessoa ou um automóvel andando) o atrito ajuda o movimento? Logo, dizer que o atrito sempre atrapalha é outra mentira descarada!


Micróbios acendem discussão sobre possibilidade de vida alienígena

Micróbios na Antártida aumentam chances de encontrar vida extraterrestre

Criaturas formaram ecossistema debaixo de quase 500 m de gelo.
Água em que vivem é extremamente salgada e sem oxigênio algum.


A pesquisa, que está na edição desta semana da revista especializada Science, foi coordenada por Jill A. Mikucki, da universidade Harvard (Costa Leste dos EUA). A cientista e seus colegas explicam que a salmoura debaixo da geleira é o resto de um braço de mar que foi engolfado por causa de mudanças geológicas na Antártida. No entanto, bactérias de origem marinha ficaram presas nessa água marinha, que foi se tornando cada vez mais salgada. Em episódios cuja razão ainda não é bem conhecida, essa salmoura às vezes "vaza" debaixo da geleira. Em contato com o oxigênio do ar, ela forma óxidos de ferro, que dão ao vazamento a cor avermelhada acima.

Apesar do isolamento, do frio e da completa falta de oxigênio, os micróbios conseguem usar elementos na água e na rocha debaixo da geleira para sobreviver e prosperar. As condições lembram vagamente as existentes em locais como Europa, a lua gelada de Júpiter que possui um oceano debaixo de uma grossa camada de gelo. Se a vida consegue se estabelecer em locais como essa geleira, não é impossível que ela também floresça em Europa e em outros lugares remotos do Sistema Solar.

Fonte: G1 Notícias
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1087949-5603,00-MICROBIOS+NA+ANTARTIDA+AUMENTAM+CHANCES+DE+ENCONTRAR+VIDA+EXTRATERRESTRE.html

Lua pode ter surgido de uma colisão planetária


Pesquisadores da universidade de Princeton, nos Estados Unidos, apresentaram a hipótese de que a Lua se formou por causa da colisão entre a Terra e um antigo planeta já desaparecido, denominado Theia - com o tamanho aproximado de Marte. A NASA, agência espacial americana, aproveitará a missão das sondas gêmeas Stereo, que está observando os tsunamis solares, para explorar pontos específicos do nosso sistema solar em busca de indícios do planeta perdido. As informações são do Terra Chile.

Segundo Edward Belbruno e Richard Gott, defensores da teoria, Theia existiu há 4,5 milhões de anos e o material expelido na grande explosão, oriundo dos dois planetas, permaneceu girando ao redor da Terra antes de entrar em fusão e formar a Lua.

As naves Stereo buscam pistas nos pontos de Lagrange, regiões do espaço situadas entre a gravidade da Terra e do Sol, que formam um "poço gravitacional", engolindo tudo aquilo que está na sua volta.

Duas sondas gêmeas, um planeta desaparecido e a origem da Lua



As duas sondas gêmeas fazem parte da missão STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory), da NASA. Elas foram lançadas em Outubro de 2006 para fazer medições do clima espacial, principalmente das partículas ejetadas pelo Sol e que atingem a Terra, algumas vezes com grandes possibilidades de impacto sobre as telecomunicações e os sistemas de energia.

Mas elas estão prestes a testar uma teoria que mais parece saída do roteiro de um filme de Hollywood: a teoria que afirma que a Lua pode ter se originado do choque da Terra com um planeta do Sistema Solar já extinto, chamado Theia.

Pontos de Lagrange

As duas sondas estão prestes a entrar em uma região muito especial do espaço entre o Sol e a Terra, conhecida como ponto de Lagrange.

Nos pontos de Lagrange a gravidade de dois corpos celestes - neste caso a gravidade do Sol e da Terra - se combinam para formar "poços gravitacionais". O nome é uma homenagem ao matemático Joseph-Louis Lagrange, que previu sua existência ainda no século 18.

Os cientistas acreditam que, nesses pontos, onde a gravidade de nenhum dos dois corpos celestes é suficiente para atrair para si o material que aí se encontra, os asteróides e a poeira estelar tendem a se aglutinar, vindo a formar novos corpos celestes. Aí pode estar a chave da origem da Lua.

Em busca de asteróides

As sondas Stereo vão passar por dois desses pontos, chamados L4 e L5.

Embora os pontos L4 e L5 sejam apenas pontos matemáticos, sua região de influência é gigantesca - cerca de 80 milhões de quilômetros ao longo da direção da órbita da Terra, e 16 milhões de quilômetros na direção do Sol.

Levará vários meses para que as sondas gêmeas Stereo passem através deles, com a Stereo A passando no ponto mais próximo do L4 em setembro, e a Stereo B atingindo o ponto mais próximo do L5 em outubro.

Durante sua passagem por esses poços gravitacionais, as sondas utilizarão um telescópio de grande campo de visão para procurar por asteróides orbitando a região.

"Estes pontos podem conter pequenos asteróides, que podem ser os remanescentes de um planeta do tamanho de Marte que se formou bilhões de anos atrás," afirma Michael Kaiser, cientista do projeto Stereo.

Theia, o planeta desaparecido

"De acordo com Edward Belbruno e Richard Gott, da Universidade de Princeton, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando os planetas [do Sistema Solar] ainda estavam crescendo, um mundo hipotético chamado Theia pode ter sido arrancado do L4 ou do L5 pela crescente gravidade de outros planetas em crescimento, como Vênus, arremessando-o em um curso de colisão com a Terra," explica Kaiser.

"O impacto resultante arrancou as camadas externas de Theia e da Terra, colocando-as em órbita. Esse material eventualmente coalesceu sob sua própria gravidade e formou a Lua."

Ou seja, segundo essa teoria, a Terra atual seria um planeta híbrido, formado pela junção da Terra original com o planeta Theia, menos as porções que entraram em órbita da nova Terra, por ocasião do choque dos dois planetas, que se transformaram na Lua.

A origem da Lua

Esse conceito do extinto planeta Theia é uma modificação da teoria do "impacto gigante" para a origem da Lua. A teoria explica propriedades enigmáticas da Lua, como o seu relativamente pequeno núcleo de ferro.

Na época do impacto, Theia e Terra seriam suficientemente grandes para se fundirem, permitindo que elementos mais pesados, como ferro, descessem para o centro para formar seus núcleos. Um impacto teria arrancado fora as camadas externas dos dois mundos, contendo principalmente elementos mais leves como silício. A Lua foi eventualmente formada a partir desse material.

A teoria do extinto planeta Theia e seu choque com a Terra poderá ser reforçada se a missão Stereo encontrar asteróides e descobrir que eles tenham composições semelhantes às da Terra e da Lua.

Fonte: Terra Notícias
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3707583-EI238,00-Nasa+busca+indicios+de+planeta+que+teria+colidido+com+Terra.html
Fonte: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=duas-sondas-gemeas--um-planeta-desaparecido-e-a-origem-da-lua&id=010130090417